Hoje vou meter o bedelho num assunto (para ser mais rigoroso numa ferramenta) onde não sou um especialista. Todavia uso-a como todos nós a usamos. Alguns apenas de uma maneira (falada), outros utilizando diferentes apetências (falada e escrita). Portanto hoje discorremos… sobre a nossa língua portuguesa.
Já no meu tempo de escola escutava opiniões sobre a ideia de
que o Português era quase uma língua morta. Os verdadeiros linguistas terão uma
boa explicação para esta teoria, mas eu, sinceramente, continuo a pensar a
língua que Camões nos deu estará muito longe do seu declínio.
É certo que com os mais recentes avanços tecnológicos surgiu
um léxico muito próprio e específico que quase toda a juventude entende, mas
que os mais velhos desentendem.
Da mesma maneira há por este país lugares onde o vocabulário
utilizado será olimpicamente desconhecido da maioria da juventude.
Portanto eu diria que uma língua morrerá quando não
conseguir assimilar e transpor para a ferramenta usual novos termos e vocábulos.
Porém alguns destes novos e recentes termos carecem de um
suporte mais português. Ou dito de outra maneira precisamos urgentemente de aportuguesar
alguns termos… Especialmente aqueles que possam ser, não traduzíveis, mas
adaptados.
Dou um exemplo que uso muitas vezes: em vez de Facebook à anglo-saxónica
versão, costumo aportuguesar para Feicebuque. Todos percebemos ao que estou a
referir e não perdemos a nossa identidade.
Não seria a primeira vez até porque, por exemplo, a palavra “lanche”
terá certamente origem na língua de Shakespeare. E como esta haverá muitas outras
vindas do francês (cachecol p.e.), espanhol (botija) ou até italiano (“piza”
será, quiçá, a mais conhecida).
Adaptamos um novo termo à nossa dicção e “voilá” uma nova
palavra para enriquecer o nosso já vasto dicionário linguístico.
Compreendo que a malta miúda tenha pouca vontade de usar uma
linguagem mais normal ou entendível, até porque a ferramenta que usam quase se
exibe como um mero código.
Porém mais tarde ou mais cedo têm nos braços diversos problemas
linguísticos para resolver especialmente quando entrarem no mercado de
trabalho.
Termino com a ideia de que o Novo Acordo Ortográfico não
serviu os interesses lusos, muito menos dos PALOP’s e ficámos com uma língua
que sabe a comida sem sal, tal é a confusão.
Os mestres da língua Portuguesa que criaram o N.A.O.
poderiam ter gasto o tempo em aportuguesar muitos termos vindos de fora. Neste
momento a nossa língua para além de ser mais viva teria evoluído de uma maneira
bem mais construtiva.
Sem comentários:
Enviar um comentário