segunda-feira, 27 de abril de 2026

Vou ali e já volto!

Andei com este texto na cabeça alguns dias sem o escrever. Mais tarde ousei escrevê-lo, sem qualquer publicação.

Entretanto, rascunhei amiúde. E a publicação adiada. Até hoje!

Sempre fui uma pessoa diferente dos demais. Não que o fizesse conscientemente, mas há momentos na vida em que vem ao de cima toda a nossa boa ou má educação e formação. E dei a todos uma certa imagem, cuja qualificação não interessa para aqui!

Como me disse alguém quando entrei num certo local de trabalho: a primeira imagem é que irá perdurar para sempre! Touché!

Hoje sou um homem maduro, demasiado maduro, porém compenetrado da minha função de avô, pai e (ainda) filho. Ao redor de tudo isto … a minha singela escrita! Que ficou sempre aquém dos meus desejos. Bem aquém!

Nos últimos tempos comecei a perceber um certo desamparo. Sentia-me por vezes doente fisicamente (esta surdez que vai e vem é um verdadeiro suplício!!!), mas havia algo em mim mui diferente. O tal desamparo que já falei, mas acima de tudo um estranho desânimo, uma tristeza que só a alegria dos netos amenizava e ameniza.

Se um amigo meu me falasse assim do seu estado de espírito, eu municiava-me de todas os conselhos e avisos, tentava puxar o ânimo para uns níveis superiores para rematar com alguma tirada humorística.

O curioso é que me olho ao espelho e não sou capaz de dar ao meu reflexo os mesmos conselhos e a mesma força que daria a um amigo. Estranho, não é?

Tenho consciência que o golpe mortal que a plataforma SAPO deu na blogosfera terá ajudado para este meu desequilibro emocional. Deixou-me órfão e incapaz de dar a volta por cima, mesmo com assumpção de novos desafios.

Dito isto e após muito pensar, creio que o melhor neste momento será… parar!

Principalmente de escrever!

As ideias não surgem como noutros tempos e escrever só para “encher chouriços” nunca foi a minha praia.

Resumindo… penso que o melhor será travar a fundo, repensar tudo desde o início e quando tudo finalmente fizer sentido, regressar. Gosto de me sentir feliz no que faço, mesmo que tudo seja de qualidade sofrível...

Portanto, meus caríssimos leitores e amigos, não se preocupem comigo, que eu vou ali e já volto.

Não imagino é quanto tempo demorarei.

Fiquem bem e obrigado por tudo!

domingo, 26 de abril de 2026

Disparar contra o Mundo!

Esta manhã as notícias nas plataformas digitais apontavam para a tentativa de atentado a Donald Trump num jantar.

Fiquei na espectativa de saber o que teria acontecido ao louco americano, mas logo percebi que tudo foi devidamente travado e que ninguém fora atingido. Antes assim!

Como católico não aceito que se mate outra pessoa, seja que razão for para tal. O Presidente dos Estados  Unidos já todos percebemos que, não sendo verdadeiramente um louco, está demasiado próximo da imbecilidade.

Temo as consequências daquela forma de estar na Casa Branca, atirando (ou será disparando?) para todos os lados numa tentativa de ser alguém que todos percebemos nunca será!

A princípio ainda pensei que a notícia do tiroteio fosse uma certa maquinação inventada por Trump para se vitimizar e subir nas sondagens internas, já que parece estar em queda.

Mais tarde vim a perceber que a coisa foi feita por alguém que tinha outra ideia, mas calhou "que nem ginjas" a Trump.

Tenho a sensação que o Mundo não está, de todo, preparado para este tipo de gente egocêntrica, tonta e como já referi imbecil. E pior... não entendo como os outros países não se impõem aos delírios americanos.

Isto não irá acabar bem! Nem no Médio-Oriente, nem na Europa, nem em lado nenhum.


sábado, 25 de abril de 2026

O 25 de Abril de 2026!

Comemora-se o quinquagésimo segundo aniversário do derrube do Estado Novo. Um momento hoje histórico com comemorações por todo o país.

Neste dia a liberdade é levada ao expoente máximo. Uma Liberdade que nasceu no coração de alguns militares e se tornou, qual vírus pandémico, uma razão de vida de todos os portugueses.

Lembro-me bem dessa quinta-feira. E recordo com prazer, gosto, saudade e melancolia os dias seguintes. Parecia que o ar estava menos pesado e por isso se respirava melhor.

Depois veio o cravo vermelho a simbolizar este dia… de Liberdade. Para sempre!

O tempo passou depressa demais e muitas das ideias saídas daquele 25 de Abril de 1974 foram-se acinzentando.

Entretanto neste meio século mudou o Mundo, a sociedade, as mentes, até a maneira de olharmos o nosso futuro. Temos medo, incertezas, dúvidas se amanhã não estaremos todos a fugir para um buraco escapando aos obuses amigos ou inimigos, nem sei.

O curioso é que não consigo ver nestes novos tempos a Liberdade conquistada ou adquirida há 52 anos. Decididamente não vislumbro nada do que nos foi prometido.

Dito isto assumo que não me sinto um homem livre. Há muuuuuuuito! Estou refém das redes sociais (que não tenho, mas têm os outros!), sinto-me refém de minorias que não me deixam perorar como gostaria, vivo refém do que é correcto dizer, escrever ou simplesmente pensar.

Há muito que sinto que a minha Liberdade conseguida nesse Abril foi posta em causa, que estou nos antípodas da liberdade que hoje se apregoa.

E o pior disto é que esta liberdade que se vive - limitativa, incongruente, imbecil e castrativa – foi paulatinamente imposta por uma massa de gente que NUNCA habitou sob uma ditadura, vivendo por isso sempre em democracia e que sempre fez o que quis e lhe apeteceu à sombra de uma teórica sociedade que sinceramente não existe.

Não lhes desejo mal, mas não deveriam ir para a rua gritar sobre Liberdade de Abril, se neste Abril há quem viva preso nas suas palavras, nos seus pensamentos, sem poder exprimi-los livremente com receio de retaliações de todo o género e feitio.

Eu sou um deles!

Quantos mais haverá?

Viva o 25 de Abril de 1974!

Nota final: neste texto optei por escrever Liberdade de Abril com letra grande e a liberdade de agora com letra pequena. Porque o 25 de Abril de 1974 (o genuíno) não tem livro de reclamações! Reclamo assim!

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Aqui nada de novo!

Fez no passado dia 18 um mês desde que assumi publicar os meus textos nesta plataforma. Vendo esta assumpção de uma forma lógica diria que parece a primeira vez que ando nestas andanças. Tudo parece novidade e quase todos os dias ando em busca de coisas novas para o aspecto visual deste espaço de escrita.

Ao invés de muitos jovens da minha idade, normalmente não temo o desconhecido se bem que naquilo que domino melhor me sinta mais descansado. Eu ou qualquer um de nós.

Todavia o que mais me aflige são os temas que aqui trago... Fico sempre com a sensação de um "dejá-vu" oriundo de outro espaço que tive. Algo que eu não desejava.

A verdade é que falar da guerra que alastra pelo Mundo já muitos falam e melhor que eu. Da política lusa nem dá gozo. São sempre os mesmos protagonistas (seja Governo ou oposição), com os mesmos discursos, as mesmas críticas de parte a parte e sem uma visão verdadeiramente patriótica.

Sobra então a crise no Reino de Sua Majestade  D. Filipe VI. Um Primeiro Ministro que fez frente ao tonto, uns escândalos reais envolvendo o casal Bourbon e um livro demasiado polémico.

Tudo somado o Mundo continua igual a si mesmo, com alguns a preocuparem-se mais com a vida dos outros do que com a sua, uns governantes que não sabem lidar com a maluqueira de alguns e o povo... esse instrumento (e voto tão apreciado pelos políticos) a sofrer as agruras... para as quais não contribuiu.

Bom fim de semana!

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Dia Mundial do Livro

Hoje recebi a notificação de uma senhora que faz o favor de me dispensar a sua valorosa amizade onde pude perceber a comemoração deste dia tão especial. Ainda por cima cuidou a minha amioga em juntar os meus livros numa fotografia.

Um gesto que muito me alegrou (obrigado L.), pois é prova de que a escrita e consequentemente os livros, fazem sentido não só para quem escreve, mas para quem os lê.

Tenho uma biblioteca com muitos livros. Muitos mesmo. De diversos temas e autores. E com uma logística de arrumação por vezes difícil de entender, até por mim!.

Curiosamente um destes dias a minha neta perguntou-me qual o livro que gostava mais, como se aquele fosse assim uma espécie de brinquedo. Respondi-lhe com uma resposta redonda e abrangente, como só poderia fazer a uma criança de seis anos que ainda não sabe o que é ler!

No entanto a pergunta para mim acabou por fazer algum sentido. Em tanto que lemos qual o livro que mais gostamos? Ou colocada a questão noutro patamar, perguntar: qual o livro que não se importa de reler?

A esta respondo simplesmente: " A cidade e as Serras" de Eça de Queirós. Mas também já reli "O Valente Soldado Schveik" de Jaroslav Hasek, ou muitos dos albuns de Astérix!

Reconheço nos livros um sentimento especial. Como se aquele fosse uma força militar contra a estupidez e imbecilidade de quem não gosta de ler!

Mas forçar alguém a ler é o passo definitivo para nunca querer pegar noutro. Daí nunca forcei os meus filhos a ler, como nunca forcarei os meus netos. Querer ler um livro tem de ser o próprio a entender esse momento.

Curiosamente comecei cedo, mas principiar mais tarde não é problemático. O que se torna importante num livro é a capacidade que este tem em dizer-nos tanto sem que o tivéssemos pedido.

terça-feira, 21 de abril de 2026

Reciclar a cidadania?

Há uns dias quando fui despejar o meu lixo orgânico (antigamente usava-o para fazer compostagem, mas com a chegada dos netos, deixei de o fazer pela possibilidade de bicharada que aquele lixo cria, mesmo que o encha de terra).

O caixote fica a 25 metros de casa e serve uma quantidade de famílias. O mais curioso é que quando abri o tampão reparei que estava meio de... garrafas de cerveja vazias.

Isto é, alguém tivera uma festa de arromba mas nem se dignou despejar as garrafas no vidrão. Bastava ter andado 50 metros para leste e teria encontrado um posto de reciclagem.

Não imagino quem o fez, nem ouso sequer perguntara a alguém, mas desconfio. Ora uma desconfiança nunca será uma certeza e por isso sou incapaz de levantar falsos testemunhos. Fico-me assim pela dúvida.

Todavia não compreendo como alguém que vive na cidade consegue ter uma atitude destas pouco consentânea com a ideia de um Mundo mais limpo e menos poluído.

Obviamente que esta será uma questão de muito má cidadania associada a uma profunda "preguicite" aguda.

É por estas e por outras que gostaria de ver mais documentação visual contendo reais esclarecimentos ao público daquilo que fazem com o lixo reciclado. Não sei, mas provavelmente as pessoas tenderiam a alinhar numa maior campanha.

Isto sou eu que reciclo o mais que posso!

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Simpatias à parte!

Ontem ou antes de ontem, já não sei precisar, li uma notícia em que o Presidente dos Estados Unidos afirmava com alguma sobranceria que iria deixar de ser simpatico e bla, bla, bla...

Não imagino se foi verdade ou não a afirmação da sua simpatia, mas independentemente da veracidade dos factos quase arrisco a dizer como os italianos: se non é vero, é bene trovato.

O que eu me ri ao ler esta ideia de Trump. Mas não foi um riso de galhofa ou brincadeira, mas tão-somente de escárnio para alguém que está a tentar (provavelmente até conseguirá!!!) ter o Mundo todo contra ele e aquilo que representa.

Nos meus quase 70 anos de idade jamais vi alguém ser tão pequeno, tão baixo e pior que tudo tão insensível.

O homem está anormalmente possesso. Naquela mente tão ínfima reside uma espécie de monstro que todos os dias apresenta ideias e desejos novos. Tanto mais parece ser verdade que aquilo que disse ontem, hoje já é uma mentira.

Resumindo de tudo o que escrevi acima retiro uma primeira conclusão: Trump não é nem nunca foi simpático!

Nem nunca será!



domingo, 19 de abril de 2026

Sempre em festa!

Depois do almoço de ontem para a comemoração do octogésimo aniversário do meu cunhado, hoje foi dia de um dos meus rapazes também fazer anos.

Resultado nova almoçarada com a família. Quase toda.

Onze adultos e mais seis crianças sendo que a mais velha tem seis anos e a mais nova tem dezasseis meses.

Era para ser arroz de pato, mas foi frango assado. Mas cá por casa nada se perde, nada se cria, tudo se transforma! Como disse certa vez um tal de Lavoisier!

Assim mais uma manhã de muito trabalho (ainda por cima ando numa de limpeza da casa), com muitas crianças, muitos adultos resultando numa mega confusão.

Sinceramente gosto destes dias, com gente, agitação, barulho. Resumindo... vida!

Amanhã nova semana com netos, corridas para aqui e para ali, um dia de Escola Aberta para os avós, e a preparação para a próxima viagem ao Funchal.

Ainda não estou lá e já estou cansado!

Pois é parece que estou sempre em festa!😅😅😅😅😅


sábado, 18 de abril de 2026

Um dia atípico

 Há dias estranhos. Hoje foi um desses dias.

O dia até começou bem! Mas o almoço comemorativo dos 80 anos do meu cunhado é que estragou tudo.

Pois foi.

Reconheço que bebi uns canecos a mais e quando cheguei a casa o que fiz foi deitar-me no sofá.

O resto da tarde.

Já era quase noite quando acordei e relativamente mais bem disposto.

Caneco, pensei eu. Com quase 70 anos já era tempo de ter idade para ter juízo.

Não tive...

E hoje só escrevo isto para amanhã fazer o trabalho de dois dias.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

A nossa língua!

Hoje vou meter o bedelho num assunto (para ser mais rigoroso numa ferramenta) onde não sou um especialista. Todavia uso-a como todos nós a usamos. Alguns apenas de uma maneira (falada), outros utilizando diferentes apetências (falada e escrita). Portanto hoje discorremos… sobre a nossa língua portuguesa.

Já no meu tempo de escola escutava opiniões sobre a ideia de que o Português era quase uma língua morta. Os verdadeiros linguistas terão uma boa explicação para esta teoria, mas eu, sinceramente, continuo a pensar a língua que Camões nos deu estará muito longe do seu declínio.

É certo que com os mais recentes avanços tecnológicos surgiu um léxico muito próprio e específico que quase toda a juventude entende, mas que os mais velhos desentendem.

Da mesma maneira há por este país lugares onde o vocabulário utilizado será olimpicamente desconhecido da maioria da juventude.

Portanto eu diria que uma língua morrerá quando não conseguir assimilar e transpor para a ferramenta usual novos termos e vocábulos.

Porém alguns destes novos e recentes termos carecem de um suporte mais português. Ou dito de outra maneira precisamos urgentemente de aportuguesar alguns termos… Especialmente aqueles que possam ser, não traduzíveis, mas adaptados.

Dou um exemplo que uso muitas vezes: em vez de Facebook à anglo-saxónica versão, costumo aportuguesar para Feicebuque. Todos percebemos ao que estou a referir e não perdemos a nossa identidade.

Não seria a primeira vez até porque, por exemplo, a palavra “lanche” terá certamente origem na língua de Shakespeare. E como esta haverá muitas outras vindas do francês (cachecol p.e.), espanhol (botija) ou até italiano (“piza” será, quiçá, a mais conhecida).

Adaptamos um novo termo à nossa dicção e “voilá” uma nova palavra para enriquecer o nosso já vasto dicionário linguístico.

Compreendo que a malta miúda tenha pouca vontade de usar uma linguagem mais normal ou entendível, até porque a ferramenta que usam quase se exibe como um mero código.

Porém mais tarde ou mais cedo têm nos braços diversos problemas linguísticos para resolver especialmente quando entrarem no mercado de trabalho.

Termino com a ideia de que o Novo Acordo Ortográfico não serviu os interesses lusos, muito menos dos PALOP’s e ficámos com uma língua que sabe a comida sem sal, tal é a confusão.

Os mestres da língua Portuguesa que criaram o N.A.O. poderiam ter gasto o tempo em aportuguesar muitos termos vindos de fora. Neste momento a nossa língua para além de ser mais viva teria evoluído de uma maneira bem mais construtiva.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Antes que seja tarde demais!

Já por diversas vezes fui dizendo que faz muito tempo que não vejo televisão. Essencialmente telejornais, noticiários e informação afim!

Todavia, quando vou a casa de alguém e está a televisão ligada não peço para desligar  - era o que mais faltava - e normalmente vou olhando e tentando perceber se os canais de televisão públicos ou privados apresentam melhorias, que nunca constato.

Muitas das notícias que são apresentadas pelos blocos informativos carecem de alguma veracidade. Até aqui parece-me (quase) normal. O que mais me admira e ao mesmo me constrange é perceber que muuuuuuuuuuuuita gente que vive pregada ao pequeno ecran acredita piamente no que vê e ouve.

Daí escutar amiúde alguém dizer: mas disseram na televisão! Como se esta fosse dona de toda a verdade do Mundo. E arredores!

Pior que as inverdades ou até mentiras é a tentativa, quantas vezes conseguida, de manipular somente as atenções dos telespectadores.

Há que acordar definitivamente desta triste e infeliz realidade! Antes que seja tarde demais!

quarta-feira, 15 de abril de 2026

A "trumpestade" do futuro!

Fala-se muito da eventualidade do El Niño fazer a sua aparição ou então da La Niña, provavelmente esta última parente muito próxima do primeiro.

Fora esta espécie de brincadeira com estranhos fenómenos atmosféricos diria que aquilo que me mete mais medo não serão aqueles oriundos nem se sane bem de onde.

O que realmente me preocupa são as "trumpestades". Para além de rigorosamente ninguém saber o que seguirá a cada evento oriundo do fomentador, paira sobre a Terra uma ameaça quase permanente que pode ter consequências devastadoras.

Posto isto convém avisar ao "El Louco" que um dia destes pode partir para o outro lado da fronteira e todas as MAGA's que sonhou podem simplesmente ficar... MAGRAS!

Entretanto calculo que ninguém conseguirá convencer este "trumpeteiro" de que estará a destruir mais a América que a torná-la maior.

É que um destes dias estará sozinho no Mundo!

terça-feira, 14 de abril de 2026

Factos passados... e futuros!

Ainda hoje me lembro de quanto custou o meu primeiro computador: setecentos e cinquenta e cinco mil escudos. O que à moeda de hoje seria aproximadamente 3 765 euros.

Na altura comprei um topo de gama. Enquanto a maioria dos pc's tinham entre 80 a 100 megas de disco, aquele ora obsoleto "pentium 486" tinha um disco de 240 megas e de 2 megas de memória que num instante passaram a vagas lembranças.

Hoje com o mesmo dinheiro compraria uma coisa ene vezes melhor (nem imagino quanto). 

O meu filho mais novo era muito pequeno, mas depressa de associou ao computador já que dessa ligação originou que muitas noites passasse a reinstalar o Windows 3,1.

Por baixo deste sistema havia o DOS que nos obrigava a saber uma quantidade de comandos para o pc funcionar. Recordo aqui o format a: \s\p  e depois uma disquete na ranhura apropriada para que o comando tivesse realmente efeito.

Uma coisa que recordo desses tempos quase jurássicos, foi a maneira como os meus filhos lidavam com o equipamento. Sem qualquer consciência dos custos associados, aquilo valia tudo e mais um par de botas.

Esta postura fez com que eles olhassem para esta tecnologia como uma coisa qual normal, sem qualquer receio de estragar. É curioso que nunca tive muitos problemas informáticos, mas se porventura os tinha havia sempre quem estivesse mais à frente que eu nesta tecnologia e desse uma ajuda.

Noto com agrado que os meus netos de dois e seis anos conseguem trabalhar com naturalidade com esta evolução do touch (não  tarda nada nem disso necessitam)

Estes equipamentos são realmente muito intuitivos e como as crianças ainda nem estão sequer formatadas tudo se arrisca sem receios ou responsabilidades.

Percebe-se que o futuro é deles e esta relação que têm com a tecnologia está realmente pensada para eles. Recordo-me a este propósito que um dia deram a um rapaz um telefone daqueles mais antigos em que tínhamos de discar o número, enfiando os dedos nos buracos correspondentes aos números. A verdade é que o miúdo deste teste nunca conseguiu fazer a chamada. 

Pudera! Hoje as coisas são feitas para facilitar tanto as pessoas que estas deixam mesmo de pensar e puxar pelo bestunto.

Obviamente que não sou nada contra a modernidade, mas vai sendo necessário deixar as crianças pensar mais.

Remato com esta certeza: hoje nenhum jovem estudante leria "Os Mais" de Eça de Queirós como eu tive de ler. Hoje há demasiados resumos.

Porém é naquilo que os resumos evitam que está a beleza da escrita queirosiana!


segunda-feira, 13 de abril de 2026

A noite, sempre a noite!

Detesto dormir e ainda muito mais me aborrece ter sono.

Dizem os especialistas que dormir é importante, o corpo necessita de descansar, física e mentalmente. Acredito que seja verdade, mas para mim é uma incrível perda de tempo pois poderia fazer outras coisas durante o tempo que estou a dormir.

Por isso estico o meu dia até à longa noite. Escrevo sempre tarde e a más horas e muito raramente me deito no mesmo dia que me levantei.

A noite carrega consigo mistérios, sombras, dúvidas, ideias que bem trabalhadas poderão criar textos interessantes. Muito interessantes mesmo!

Há também na noite um jogo de sensações ou emoções, como lhes queiram chamar, que me obrigam a estar mais atento ao que me rodeia, especialmente durante o dia. Deste modo a minha escrita é uma espécie de resumo daquilo que vi e senti durante o tempo em que o Sol aclarou o meu Mundo.

Escrever, é por assim dizer, a minha terapia diária. Muitos encharcam-se em comprimidos para tentarem sobreviver a mais um dia.

Eu escrevo e sobrevivo.

Alguns dos meus leitores é que já não sei se sobreviveram!

domingo, 12 de abril de 2026

Um agricultor na cidade!

Todos os anos esta azáfama se repete por esta altura do ano. Há quem queira que seja mais cedo, mas os tomateiros não apreciam frio. Ainda por cima com o vento dos últimos dias...

Ontem fui ao mercado comprara plantas e hoje seria o tal dia de plantação. Os leirões de destino são pequenos mais dão trabalho na mesma. começara na quinta a cavar, mas a noite caiu e sexta não houve tempo. Assim ontem o meu rapaz mais velho pegou numa "caneta de três pontas" e acabou o meu trabalho que eu havia começado na passada quinta feira.

Hoje trouxe tudo o que necessitava para deixar o quintal bem composto. Tomateiros, pimenteiros, curgetes, pepinos (quem é que gosta disto?), salsa, coentros e ainda umas couves galegas que farão certamente um caldo verde à maneira.

Foi uma manhã e tarde bem preenchida. Agora é regar e esperar que o Sol faça o seu trabalho.

Deixa agora duas fotos do aspecto actual da minha horta, já com algumas estacas espetadas prevendo o futuro.






sábado, 11 de abril de 2026

Nunca será um desejo!

Uma das minhas maiores não crenças prende-se com a suposta ida do homem à Lua. Nunca acreditei em tal facto, mas não tenho qualquer dados que me avalizem esta minha ideia.

Na altura vivia-se o auge da Guerra Fria e apostar as fichas nesse acontecimento foi uma forma dos Estados Unidos mostrarem ao Mundo o seu poder. Não sei se a União Soviética teria, na altura, capacidade técnica de fazer esta viagem, mas independentemente dessa assumpção o dinheiro gasto nesta aventura, a URSS canalizou-o para mais armamento. Opções!

Sabe-se que a Lua é um local árido, sem vida que se assemelhe a algo na Terra e portanto ainda estou para perceber o porquê desta nova viagem ao  redor da órbita lunar.

Bem vistas as coisas até sou capaz de perceber o que reservará o futuro a muita gente.

Resumindo ver a Lua de perto com aqueles buracos a que chamam de crateras será o negócio turístico do futuro. Assim qualquer pessoa que tenha uns milhões pode calmamente participar numa viagem à volta da Lua como simples turista.

Eu sei que sou conhecido por umas teorias mais ou menos parvas, mas esta minha ideia é mais que uma teoria... é uma certeza. Que obviamente ainda irá demorar a concretizar.

Uma coisa é certa... jamais ligaria para uma agencia de viagens a pedir:

- Reserve-me aí um lugar para a próxima viagem ao espaço Lunar!


sexta-feira, 10 de abril de 2026

Eles "andem" aí! Ai "andem", "andem"!

Esta tarde recebi uma chamada telefónica da ANACOM. Estranhei a origem, mas atendi. Queriam falar com a minha mulher e deram o nome que ela usa nas compras online.

Fiquei logo desconfiado, mas passei-lhe o telemóvel!

Então alguém do outro lado da linha comunicava que um certo número de telefone (que nunca tive) estava a receber mensagens fraudulentas do suposto número de telemóvel da minha mulher e que o telefone iria ser bloqueado.

Obviamente o meu, porque depressa percebi que não tinham o da minha mulher.

A coisa teve contornos ainda mais estranhos quando a minha mulher falou em comunicar à Judiciária.

Entretanto há um pormenor que não parece relevante, mas foi. A pessoa que ligou era de origem africana tal a maneira própria de ele falar a língua de Camões. E quando se falou em Judiciária, do outro lado da chamada disseram que estavam em contacto directo com a polícia e poderiam passar o telefone para as autoridades.

O problema é que do outro lado atendeu um brasileiro que deu até um número de processo aberto na ANACOM e a determinada altura pediu o número de telefone da minha mulher.

Quer dizer... ligaram para mim e queriam falar com ela por causa do seu número e depois não tinham o número? Percebemos que era uma tentativa de fraude ou pelo menos de apropriação de dados pessoais e acabou-se por desligar o telefone. Sem dar qualquer informação.

Mas liguei para a Judiciária (a verdadeira) dos ciber crimes e disseram que não é caso único e para não ligar ao que os meliantes ameaçaram.

O curioso é que o tal número da ANACOM começava por 800... e mais seis algarismos dando a ideia errada... de ser verdadeiro.

Posto isto... este é um aviso que deixo a todos: se vos ligarem seja só for NUNCA divulguem o vosso número a ninguém, nem o vosso mail e muito menos a morada.

É que eles "andem" aí a tentar sacar qualquer coisa!

Tomem cuidado!

Hoje fomos nós... amanhã podem ser vocês!


quinta-feira, 9 de abril de 2026

Quando a imagem...

... vale mais que mil palavras!




Esta rosa não é da família das que já apresentei aqui há uns dias, mas é uma belíssima flor. Exala um perfume fantástico e só gostaria que este exemplar nunca morresse.
Finalmente o jardim a ganhar cor e... perfume!

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Crónica em dia de jogo

Eram 18 horas de ontem, terça-feira, quando acabei de me preparar para o resto da tarde e noite: uma ida a Alvalade para ver a primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões em futebol entre o Sporting e o Arsenal de Londres.

Desta vez, ao invés de outras eliminatórias, não fui sozinho. O meu sobrinho também desejou ir e para isso pagou um bilhete e o meu filho entregou a um amigo meu a hipótese de também ele ver o jogo. Contas juntas seríamos três dos quatro que normalmente vão a Alvalade para assistir aos jogos da liga.

Só que o sobrinho teve a missão paternal de dar banho às cachopas antes de sair de casa, o que acabou por se tornar num quase atraso. De tal forma que as "jolas" ficaram irremediavelmente por beber e as bifanas igual.

De volante entre os dedos o rapaz desembaraçou-se com alguma destreza do trânsito e chegámos ao local de estacionamento ainda a horas de algumas coisas. Por exemplo andar depressa para chegar a tempo. Ainda por cima tivemos de dar a volta para não nos encontrarmos com os adeptos arselanistas. Mas nem tudo terá corrido bem porque passei ombro a ombro com muitos... Enfim o costume em Portugal que nos quer fazer pior do que somos. Ou então serão os outros!

O público aproximava-se em golfadas. Hoje o futebol não tem sexo e as mulheres começam a encher os estádios tal qual os homens há meio século. E ainda bem!

Casacos, gorros, cachecóis, camisolas tudo é verde e branco. O estádio está cheio e o hino é cantado a plenos pulmões por uma massa adepta carregadinha de esperança.

Principia o jogo e com ele os (a)normais impropérios contra tudo e todos. O jargão sai rápido, fluente. E os cânticos de apoio continuam.

O resultado mantém-se em branco até ao intervalo. Comenta-se então entre alguns as jogadas, as estranhas decisões do árbitro, es escolhas do treinador.

O jogo recomeça e minutos passados a bola entra na baliza. Retirando os adeptos ingleses, um silêncio cai nos 50804 espectadores, para logo a seguir o árbitro invalidar o golo por falta antes. Um festejo por um não-golo alastra a todos como se fosse o inverso.

Ao meu redor algumas adeptas tecem rasgadas dúvidas sobre a seriedade de algumas mães de jogadores adversários (quem diria?). Uma bola é bem defendida pelo guarda redes adversário e todo o povo exalta... 

"Está quase" - pensam e desejam muitos. Tantos! Todos!

Faltam dois minutos para acabar. Porém a bola entra mesmo, só que na baliza errada. Novo silêncio e desta vez a valer. A jovem a meu lado, vestida a rigor e bem perfumada limpa o canto do olho com uma tristeza que não consegue esconder!

Termina o jogo. Cruzo-me com muitos adeptos que esperam provavelmente familiares e amigos. Carregam no olhar a mesma tristeza da minha vizinha de lugar. Oiço alguém confessar:

- Não merecíamos perder!

Pois não concordo eu sem o verbalizar, mas no futebol a vitória cai quase sempre para o lado onde a sorte é mais trabalhada.

Regressamos a casa. O trânsito a esta hora parece mais triste que o habitual. Será que foi do mau resultado?

terça-feira, 7 de abril de 2026

As emoções!

A minha neta disse-me há dias que tem as emoções todas e que estas se resumem a seis:

Alegria;

tristeza;

medo;

raiva;

amor,

e calma!

Fiquei a olhar para a pequena de seis anos e a pensar como se traduz para uma criança o significado de cada uma destas emoções.

Depois fiz uma pequena pesquisa e percebi que as emoções podem ser mais do que aquelas aqui faladas, Curiosamente nunca foi a minha preocupação como pai e educador perceber como os meus descendentes  reagiriam a cada uma destas emoções. Nem eu próprio...

Hoje tudo se estuda. Desde a vida normal, até ao comportamento em diferentes sociedades tudo parece ser alvo de escrutínio.

Quiçá, numa tentativa de obter aquela resposta assertiva a um acto inesperado.

Ora se cada um de nós é diferente, seja por nascimento, seja por educação como se pode estudar estas emoções de forma tão simples como se todos, mesmo todos fossemos iguais?

A Psicologia deve estar municiada de verdadeiras explicações lógicas e científicas. Mas acredito que ainda faltará muito para que consiga ter respostas para todas as emoções.

Estas e outras...

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Lentamente...

Vou conseguindo alterar o meu blogue de maneira que fique mais atrativo. Aquele fundo alaranjado não era bem a minha cor preferida e tendo em consideração que o verde que eu prefiro não surge no tom que gosto optei por "sem fundo".

Estas incursões pelo editor do blogue são demoradas e um tanto complicadas porque a linguagem é por vezes diferente daquela que entendemos ser a normal.

Portanto ando numa de tentativa e erro, em busca de diferentes opções de alterações, como referi acima, no sentido a ter um espaço mais a meu gosto.

Reconheço, todavia, que nestas coisas de artes plásticas sou mesmo um zero... Assumidamente e sem complexos. Faz-me falta aqui a meu lado o artista da família: o meu filho mais novo.

Obviamente que não me faltam ideias para fazer deste espaço um local mais atraente.

Porém, faltam-se certas ferramentas intelectuais que não exibo e outros conseguem arregimentar.

Enfim... reafirmo que lentamente a coisa pode ficar melhor.

A ver vamos!

domingo, 5 de abril de 2026

Prenda da Páscoa?

Como já havia comunicado este fim de semana mais longo estive pelas Beiras. Regressei ontem ao fim do dia e portanto a minha preocupação foi arrumar a trapalhada toda que a carrinha transportou.

Portanto apenas hoje pude perceber como estava o jardim. As roseiras parecem pujantes, mas apenas achei estas duas nascidas que são da mesmíssima roseira.





Estas são as primeiras rosas desta Primavera. Como as anteriores são realmente de uma enorme beleza.
Considero este florir como uma prenda Pascal!

Mas haverá mais para dar cor ao jardim. Algumas ainda estão em botão muito pequeno.
Haja paciência!



sábado, 4 de abril de 2026

Páscoa!

Um poeta bem conhecido da nossa praça poética escreveu certa vez que "o Natal é quando o homem quiser".

Se para o Natal a frase poderá estar carregada de sentido, para a Páscoa a ideia será um pouco diferente. Até porque quer queiram quer não a Páscoa e a Primavera estão intimamente ligadas.

Em ambas evoca-se e percebe-se uma Ressurreição. A visão católica assenta este renascer dos mortos na figura milenar e incomparável de Jesus Cristo, filho unigénito de Deus Pai. Os outros apostam no brotar de vida da própria Natureza e que podemos notar ao nosso redor seja nas flores, nas árvores de fruto, na passarada vivaz e barulhenta.

Sendo eu católico e outrossim afecto à vida do campo, logo da própria Natureza, reconheço neste paralelismo uma ligação muito forte, para quase ousar dizer umbilical.

Contudo a verdadeira Páscoa dos homens, sejam estes gente de fé ou não, compreende uma forma muito própria de lidarmos com a nossa vida, com os nossos dilemas, com as nossas dúvidas. E este tempo Pascal que ora principia e que terminará no Domingo de Pentecostes, poderá estar associado ao sentimento de renovação, de busca de outros pensamentos e novos desejos.

Quando peregrinava, quase sempre em dias próximos da Páscoa, procurava nos bons momentos de silêncio que fazia no caminho, recuperar um pouco da minha verdadeira essência de homem, de cidadão e mais que tudo de católico.

Perguntava (e ainda me questiono) qual o verdadeiro sentido da minha vida? Que importância terei na vida dos que me rodeiam? Que amor é este por um Deus que nunca vi, mas que todos os dias sinto no mais singelo dos meus actos?

A Páscoa é assim o início de um caminho que me levará a um lugar provavelmente desconhecido. Uns chamarão de alma, espírito. Outros dirão que é coração, pensamento.

Eu chamarei simplesmente de fé!

Acreditar sem ver, amar sem querer nada em troca, dar sem receber.

Pois que assim seja!

Santíssima Páscoa!

sexta-feira, 3 de abril de 2026

As cores da Primavera?

Como escrevi ontem estou na Beira Baixa onde o Mundo parece ainda ser à moda antiga. Para além da fé  que se pode observar em qualquer rua e mais nas iniciativas da igreja local há em redor muitos locais onde a Primavera que há pouco tempo principiou dá exemplo e cor.

Vejamos as fotos que trago hoje:

1 - Uma cerejeira em flor;


2 - Um gamboeiro em flor;


3 - Marmeleiros em flor;


4 - A cor da Quaresma;


5 - Uma ribeira sempre a correr;


A Primavera é uma estação de renovação, como é este momento de calendário que passamos.

Finalmente desejo a todos os meus amigos e leitores que vivam estes dias numa base de reflexão. A vida vive-se também destes dias.


quinta-feira, 2 de abril de 2026

Procissão Do Senhor dos Passos

Hoje literalmente corri para a Beira Baixa. De carro, claro! Ou melhor de carrinha!

Estamos a quinta feira. Dia em que Cristo terá celebrado a sua celebérrima Última Ceia, que muito mais tarde Da Vinci haveria de imortalizar.

Na aldeia beirã no dia de hoje há uma celebração que segundo dizem por aqui se perde no tempo. Trata-se do Senhor dos Passos.

A eucaristia estava marcada para as 20 e 30, que é sempre uma hora óptima para ir à missa ainda por cima depois de perto de 300 quilómetros numa autoestrada bem recheada de movimento.

Ainda assim cheguei a tempo e até participei na procissão vestindo uma opa lilás (referente à época quaresmal) e levei uma das lanternas que acompanham na frente a Cruz.

A procissão termina na capela onde esta imagem reside o resto do ano, para na próxima quinta-feira santa voltar à rua.



Esta foto foi tirada momentos antes de principiar a eucaristia, ainda a imagem estava na Matriz. Depois a volta ao centro principal da aldeia, sempre acompanhado de muitos fiéis a maioria de velas acesas, o padre e obviamente a Banda Filarmónica.
E todos, todos mesmo imbuídos do espírito quaresmal e muita fé!
Valeu a pena a correria... para chegar a tempo.


quarta-feira, 1 de abril de 2026

Intolerante? Sim, sou!



Já por diversas vezes escrevi sobre o que leva as pessoas a ficarem dependentes do tabaco. Ainda por cima quando está comprovadamente assumido que fumar faz mal à saúde. Física e financeira.

Sei que a minha luta contra o tabagismo e seus apaniguados está claramente perdida, porém continuo nesta bravata, não com o sentido de mudar o mundo, mas unicamente continuar a alertar as pessoas para o mal deste vício.

Só que os fumadores são neste país gente privilegiada. Se não vejamos:

1 - Vou na rua e alguém à minha frente segue com o cigarro aceso. Sem eu querer ou desejar estou a fumar mesmo que seja de forma passiva.

2 - Naquela esplanada o Sol aquece as pessoas e eu também lá estou. Sabe bem aquele calorzinho primaveril... Até que de repente alguém se senta na mesa ao lado e saca de um cigarro e toca a empestar o ar.

3 - Tenho de ir a uma repartição pública. À entrada um ror de gente está de cigarro na boca ou nas mãos e eu para entrar tenho de atravessar uma nuvem de tabaco.

Estes foram apenas três exemplos onde a minha liberdade de não fumar está definitivamente em risco. E o mais estranho é que os fumadores dizem-se marginalizados só porque não podem fumar dentro de restaurantes, bares, cinemas, espectáculos...

Entretanto eu posso levar com o fumo, cheiro, e restos de cigarros por todo o lado onde passo, só porque estou em zona aberta.

Um dos exemplos que não referi acima é o caso das praias onde as pessoas estão a céu aberto mas os fumadores empestam tudo em seu redor.

A minha liberdade de não ser contagiado pelo fumo do tabaco dos outros fica posta em causa.

Mas os intolerantes seremos sempre nós!