Há uns dias ofereci a um amigo o meu último livro publicado em 2025 (caramba, como o tempo passa e um ano já lá vai!).
Com o volume na mão assumiu a sua enorme admiração por
aqueles que, como eu, escrevem estórias, contos ou romances (não é, ainda, o
meu caso!).
Dizia que se fosse ele a escrever a determinada altura já estaria
tudo misturado e já nem saberia quem era quem. Ri da imagem, mas avisei-o que
essa confusão acontece a muitos dos escribas. Umas vezes porque um qualquer
autor começa uma estória e não a acabando num curto prazo quando recomeça pode
originar confusões. Ou também por o fio condutor do enredo não estar previamente escrito,
assim como a tipificação das personagens.
Como ainda não ousei lançar mão de um romance, confesso que
não tenho uma especial técnica de escrita para os meus textos. Na maioria das vezes a estória escreve-se
primeiro na minha cabeça, para mais tarde a colocar uma folha de papel (cada vez mais raro) ou no computador.
Esgalhado o texto, este passará por um crivo muito apertado
onde tento limar a maioria das arestas mais ásperas. Uma espécie de esmeril das
palavras.
Certamente que cada autor, escritor, poeta tem a sua forma
muito própria de passar para a tela o que lhe vai no coração ou na alma. E em
bom rigor não haverá uma matriz ou manual.
Entretanto ando há dias com uma estória na cabeça, mas ainda não consegui aprimorá-la dentro de mim. Só depois de bem expurgada das eventuais gorduras de palavras, tentarei rematar o texto para que fique mais perto da perfeição.
Escrever é assim um acto assaz doloroso. Por aquilo que retira de
cada um de nós (a imaginação) e o que temos de trabalhar para construir um naco de prosa (a transpiração!).
No final será necessário tudo juntar para passar a ter direito
à divulgação pública.
Como é exemplo este texto.