Sei por experiência própria que raramente os agricultores ficarão ricos. Sei também que algumas empresas ficam, mas isso deve-se a outros factores que não vem agora ao caso.
Este fim de semana que passou fui à aldeia, principalmente para homenagear a minha falecida sogra no segundo aniversário da sua partida. Todavia aproveitei esta deslocação para perceber como estavam as fazendas no que concerne ao seu trato.
Se umas apresentavam o chão limpo do perigoso feno e demais mato, outros percebi que a erva secara, mas continuava de pé sem amanho. Ora estas nacos de chão estavam entregues, graciosamente, a um homem da aldeia que tem algumas cabeças de gado e que prometeu tomar conta da fazenda com cuidado.
Isto há dois anos...
O tempo passou e depressa fui percebendo que a pessoa em questão não tinha pedalada para a coisa. Ainda se manteve um ano, mas tendo em conta o estado a que chegou o chão, optou-se por lhe entregar "uma guia de marcha" e contratar alguém com vontade e disponibilidade para fazer do terreno uma fazenda fantástica.
Agora é preciso aguardar!
Na realidade fico sem perceber porque um homem assume um compromisso sabendo de antemão que a sua filosofia não será trabalhar a terra, mas tão-somente retirar dela o melhor proveito com a menor despesa.
Para piorar a coisa o álcool também tem a sua quota parte no estado a que chegou este homem ainda muito novo.
Porque um verdadeiro homem do campo sabe tudo isto e não tem um horário de escriturário de manga de alpaca... Levanta-se cedo, mas nunca se "deita com as galinhas".
O poleiro é pequeno!