Mostrar mensagens com a etiqueta sociedade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta sociedade. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Os Albertos da nossa sociedade!

Desde há uns anos que na aldeia beirã onde vou descansar (ou talvez não!) e por altura do Verão mais ou menos no mesmo lugar surge fogo posto.

Pelos cafés e à boca pequena tem-se acusado um homem. Porém, como nunca ninguém conseguiu provas dos actos criminosos, nem as autoridades competentes, o indiciado pelo povo vivia em plena liberdade. Até ontem...

Chegou-me a notícia que o Alberto (nome fictício) havia sido detido pela PJ de Castelo Branco estando já em prisão preventiva.

Agora... 

Eu conheço o rapaz! Nas suas vidas variadas chegou a trabalhar naquilo que é meu ou da família. Mas sempre lhe percebi um ar vazio de alguém de pouca inteligência e menos sensatez. Nesta altura era pedreiro e trabalhava para um primo cá de casa, com o qual falei hoje e muito se admirou com a detenção do seu colaborador.

Segundo vim a saber um casal estrangeiro que vive na freguesia é que deu alarme às autoridades depois de o apanharem a lançar o fogo. Também soube que o moço era algo dependente do álcool com o qual se dava muito mal.

É certo que este caso não será evento único pois provavelmente por essas aldeias fora haverá demasiados (maus) exemplos como o do Alberto.

Uma vida estragada... um caminho que jamais deveria ter seguido... opções que nunca deveria ter tomado.

Fica, no entanto, aqui uma questão em aberto: como pode alguém prever ou prevenir um acto destes?

Está ora detido... Se se provarem os actos criminosos poderá irá cumprir pena por uma série de anos e arrisco dizer que sairá muuuuuuuito pior que entrou!

A justiça poderá ter sido feita... Mas o que restará deste homem não será mais que a miséria humana em estado (im)puro!

sábado, 4 de julho de 2026

E se fosse há 60 anos?

Por aqui onde estou nos fins de semana e onde gozo algumas férias (quando posso ou quando me deixam!!!) vive muita gente ilustre. Modelos e actrizes, futebolistas e dirigentes, cantores e ~músicos.

Muitos deles vejo amiúde em locais públicos a tratarem da sua vida como seja comprar mantimentos e demais necessidades para a casa. Alguns até votam na mesma escola onde eu voto.

Portanto não obstante o mediatismo a que alguns estarão mais ou menos sujeitos, reconheço que o povo português, na sua generalidade, é bem mais pacato que outros povos no que a estas figuras diz respeito.

Ontem fui a supermercado fazer algumas compras e cruzei-me com alguém que durante alguns anos foi uma figura muito querida especialmente pelo eterno feminino. Hoje esse antigo cantor que soma neste momento 87 anos (a mesma idade da minha mãe sendo mais novo apenas cinco dias!), passa pelas pessoas como figura anónima. Provavelmente a maioria não o conhecerá e se o conhecem será apenas de nome ou “por ouvirem falar dele”.

António Calvário é quase meu vizinho. Não sei sinceramente onde mora, mas cruzo-me com ele em diversos sítios. E reconheço que para a idade que transporta em cima dos ombros está muito bem. Sozinho, dei por ele ontem na caixa a aguardar pagar as suas compras.

Pouco ou nada dado a vedetismos o primeiro vencedor do Festival de Canção é hoje um homem normalíssimo. E ainda bem, acrescento.

Porém se fosse há 60 anos, estaria Calvário assim tão descansado a fazer as suas compras?

Provavelmente não, tal era a grandiosidade da sua voz, do seu talento e da sua fama!

Aqui segue a canção que o elevou à qualidade de estrela...

quarta-feira, 17 de junho de 2026

A saúde dos direitos e deveres!

A minha surdez é daquelas fiáveis já que nunca me abandona.

Hoje foi dia de consulta de Otorrino.

As longas esperas por este médico são uma constante, mas como já sei disso nunca chego a horas. Após uma conversa não muito longa, até porque o tempo mesmo no privado é escasso, passou-se para a medicação e mais exames. E daqui a três semanas lá estarei mais uma vez para reavaliação.

Tudo isto se passou num hospital privado com o qual o meu subsistema de saúde tem acordo. Paguei 56 euros por tudo, nem me pareceu nada caro, já que fiz os exames logo naquela hora.

Agora vem a pergunta sacramental: poderia fazer-se isto num hospital público? Não tenho conhecimentos de gestão hospitalar para poder questionar e responder ao mesmo tempo, mas diria que em teoria seria possível.

O problema é que as empresas do Estado estão tão presas aos códigos de conduta que para fazer algo repentino torna-se quase impossível. Só se for mesmo na urgência... E obviamente uma surdez nunca será caso de vida ou morte!

A nossa saúde necessita de médicos, enfermeiros, auxiliares. Porém necessita também de gente que tenha coragem para mudar, para assumir que as coisas tem sempre de funcionar, mesmo que haja greves, manifestações, plenários.

Os portugueses já pagam demasiados impostos e casos como educação e saúde deveriam funcionar sempre em pleno.

Sei que há direitos, todavia também há deveres. Para todos!

Uma balança estranha e de gestão complicada.

E se perguntassem a quem sabe?


domingo, 26 de abril de 2026

Disparar contra o Mundo!

Esta manhã as notícias nas plataformas digitais apontavam para a tentativa de atentado a Donald Trump num jantar.

Fiquei na espectativa de saber o que teria acontecido ao louco americano, mas logo percebi que tudo foi devidamente travado e que ninguém fora atingido. Antes assim!

Como católico não aceito que se mate outra pessoa, seja que razão for para tal. O Presidente dos Estados  Unidos já todos percebemos que, não sendo verdadeiramente um louco, está demasiado próximo da imbecilidade.

Temo as consequências daquela forma de estar na Casa Branca, atirando (ou será disparando?) para todos os lados numa tentativa de ser alguém que todos percebemos nunca será!

A princípio ainda pensei que a notícia do tiroteio fosse uma certa maquinação inventada por Trump para se vitimizar e subir nas sondagens internas, já que parece estar em queda.

Mais tarde vim a perceber que a coisa foi feita por alguém que tinha outra ideia, mas calhou "que nem ginjas" a Trump.

Tenho a sensação que o Mundo não está, de todo, preparado para este tipo de gente egocêntrica, tonta e como já referi imbecil. E pior... não entendo como os outros países não se impõem aos delírios americanos.

Isto não irá acabar bem! Nem no Médio-Oriente, nem na Europa, nem em lado nenhum.


sexta-feira, 24 de abril de 2026

Aqui nada de novo!

Fez no passado dia 18 um mês desde que assumi publicar os meus textos nesta plataforma. Vendo esta assumpção de uma forma lógica diria que parece a primeira vez que ando nestas andanças. Tudo parece novidade e quase todos os dias ando em busca de coisas novas para o aspecto visual deste espaço de escrita.

Ao invés de muitos jovens da minha idade, normalmente não temo o desconhecido se bem que naquilo que domino melhor me sinta mais descansado. Eu ou qualquer um de nós.

Todavia o que mais me aflige são os temas que aqui trago... Fico sempre com a sensação de um "dejá-vu" oriundo de outro espaço que tive. Algo que eu não desejava.

A verdade é que falar da guerra que alastra pelo Mundo já muitos falam e melhor que eu. Da política lusa nem dá gozo. São sempre os mesmos protagonistas (seja Governo ou oposição), com os mesmos discursos, as mesmas críticas de parte a parte e sem uma visão verdadeiramente patriótica.

Sobra então a crise no Reino de Sua Majestade  D. Filipe VI. Um Primeiro Ministro que fez frente ao tonto, uns escândalos reais envolvendo o casal Bourbon e um livro demasiado polémico.

Tudo somado o Mundo continua igual a si mesmo, com alguns a preocuparem-se mais com a vida dos outros do que com a sua, uns governantes que não sabem lidar com a maluqueira de alguns e o povo... esse instrumento (e voto tão apreciado pelos políticos) a sofrer as agruras... para as quais não contribuiu.

Bom fim de semana!

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Antes que seja tarde demais!

Já por diversas vezes fui dizendo que faz muito tempo que não vejo televisão. Essencialmente telejornais, noticiários e informação afim!

Todavia, quando vou a casa de alguém e está a televisão ligada não peço para desligar  - era o que mais faltava - e normalmente vou olhando e tentando perceber se os canais de televisão públicos ou privados apresentam melhorias, que nunca constato.

Muitas das notícias que são apresentadas pelos blocos informativos carecem de alguma veracidade. Até aqui parece-me (quase) normal. O que mais me admira e ao mesmo me constrange é perceber que muuuuuuuuuuuuita gente que vive pregada ao pequeno ecran acredita piamente no que vê e ouve.

Daí escutar amiúde alguém dizer: mas disseram na televisão! Como se esta fosse dona de toda a verdade do Mundo. E arredores!

Pior que as inverdades ou até mentiras é a tentativa, quantas vezes conseguida, de manipular somente as atenções dos telespectadores.

Há que acordar definitivamente desta triste e infeliz realidade! Antes que seja tarde demais!

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Eles "andem" aí! Ai "andem", "andem"!

Esta tarde recebi uma chamada telefónica da ANACOM. Estranhei a origem, mas atendi. Queriam falar com a minha mulher e deram o nome que ela usa nas compras online.

Fiquei logo desconfiado, mas passei-lhe o telemóvel!

Então alguém do outro lado da linha comunicava que um certo número de telefone (que nunca tive) estava a receber mensagens fraudulentas do suposto número de telemóvel da minha mulher e que o telefone iria ser bloqueado.

Obviamente o meu, porque depressa percebi que não tinham o da minha mulher.

A coisa teve contornos ainda mais estranhos quando a minha mulher falou em comunicar à Judiciária.

Entretanto há um pormenor que não parece relevante, mas foi. A pessoa que ligou era de origem africana tal a maneira própria de ele falar a língua de Camões. E quando se falou em Judiciária, do outro lado da chamada disseram que estavam em contacto directo com a polícia e poderiam passar o telefone para as autoridades.

O problema é que do outro lado atendeu um brasileiro que deu até um número de processo aberto na ANACOM e a determinada altura pediu o número de telefone da minha mulher.

Quer dizer... ligaram para mim e queriam falar com ela por causa do seu número e depois não tinham o número? Percebemos que era uma tentativa de fraude ou pelo menos de apropriação de dados pessoais e acabou-se por desligar o telefone. Sem dar qualquer informação.

Mas liguei para a Judiciária (a verdadeira) dos ciber crimes e disseram que não é caso único e para não ligar ao que os meliantes ameaçaram.

O curioso é que o tal número da ANACOM começava por 800... e mais seis algarismos dando a ideia errada... de ser verdadeiro.

Posto isto... este é um aviso que deixo a todos: se vos ligarem seja só for NUNCA divulguem o vosso número a ninguém, nem o vosso mail e muito menos a morada.

É que eles "andem" aí a tentar sacar qualquer coisa!

Tomem cuidado!

Hoje fomos nós... amanhã podem ser vocês!


sexta-feira, 27 de março de 2026

Preocupação anormal!

Nunca fui militar. Não cumpri o SMO não por ser objector de consciência, mas porque a miopia que sofro desde pequeno o não permitia.

O mais próximo que estive da vida militar foi ser escuteiro! Acampei, dormi ao relento, fiz provas nocturnas, mas sempre em prol de uma boa acção por dia, tal era a filosofia da altura e creio ainda ser, no Corpo Nacional de Escutas.

Abri o postal de hoje com este breve preâmbulo porque vivemos tempos de guerra. Eu sei que está longe do centro da Europa, todavia qualquer louco poderá carregá-la num ápice para este lado do velho Continente.

Não assisto com fervor a telejornais nem noticiários porque a maioria deles são altamente tendenciosos. Uns a favor outros contra, não importa. Assim sendo deixo-os perorar do cima das suas cátedras e depois é vê-los cair que nem pássaros atingidos por chumbo de "flobér".

Pelo que tenho percebido cada canal televisivo apresenta o seu especialista militar que vai, provavelmente, debitar ideias, opiniões, previsões sobre os diversos conflitos. Até há umas semanas era sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia, para no segundo seguinte passarem para o conflito que envolve diversos territórios árabes, Israel e os Estados Unidos.

Como já disse acima não perco tempo a escutá-los, pois basta ler a legenda: Coronel Manuel dos Pêssegos especialista em estratégia Militar ou então o Major João das Broas, especializado em manobras secretas ou etc, etc, etc.

Tanta gente a debitar estratégias quando no terreno um tonto chamado Trump ordena precisamente o inverso. E claro ninguém destes doutos personagens perceberão o porquê...

Por fim noto que o Mundo tem cada vez mais gente tonta, maluca, sem coração a chegar ao poder. E isso preocupa-me! E muito.


quinta-feira, 26 de março de 2026

Uma história vidrada! E cara!

Toda a vida usei óculos. Comecei cedo aos seis anos de idade quando a professora perceber que escrevia algo no quadro e eu escrevia outra coisa no caderno.

Portanto sempre fui um altíssimo míope. Ora há seis décadas ter óculos era uma coisa estranha e invulgar  especialmente num miúdo. À conta disso fui sempre brindado com epítetos alusivos. Desde o célebre "caixa de óculos" até ao não menos conhecido "vidrinhos" chamaram-me de tudo. Habituei-me, pois não podia fazer outra coisa.

Tenho a certeza que neste conjunto de seis dezenas de anos devo ter comprado centenas de óculos, até porque na escola, especialmente no secundário, entrava muitas vezes numa brincadeira bruta que acabava, quase sempre, com os óculos em mau estado.

Só que as voltas do planeta Terra são muitas e hoje tenho uns óculos pequenos e quase nem se percebe a grossura das lentes. Obviamente de vidro pois não se riscam tanto mas têm um tratamento anti reflexo que não é grande coisa.

As minhas lentes desta vez são tão grossas que vieram directamente da Zeiss (passe a publicidade!) na Alemanha. Porém sabendo isso e tendo a em conta os conflitos que dia a dia se alastram a mais países temi que a coisa até nem chegasse.

Mas chegou e agora tenho uns óculos pequenos, pequenos onde nem se percebe a grossura da lente. Só que há algo que me custa entender ne que se prende com o preço de armações e lentes. Tudo ficou-me em perto de setecentos euros. O valor de muuuuuuuuuuuuuitas reformas lusas.

Reconheço que sou um privilegiado por ter capacidade financeira para comprar um conjunto de lentes e armações novas. Mas quantos portugueses provavelmente ficariam com os óculos antigos por não ter dinheiro para pagar um valor como este?

E este conjunto nem foi dos mais caros que comprei. Os anteriores, por exemplo, custaram três vezes mais do que estes. Há cinco anos!

domingo, 22 de março de 2026

Um tabu despido de sentido!

Conquanto vamos ficando mais velhos e, quiçá, mais sensatos, os nossos tabus de juventude acabam por definhar e alguns até mesmo desaparecer.

Foi assim comigo e reconheço que tive alguma dificuldade em lidar com alguns dos meus traumas de infância, nomeadamente quando era homem feito.

Um deles teve a ver com a minha nudez, especialmente defronte dos outros, mesmo que fossem outros homens.

A verdade é que fui criado num ambiente assaz reservado e conservador. Havia coisas que nunca se falavam, porque sinceramente os meus não saberiam falar comigo.

Com alguma normalidade acabei por perder aquele tabu, tendo em relação aos meus filhos uma atitude oposta daquela que os meus pais tiveram comigo. Enquanto filhos e sobrinhos viveram comigo a minha casa parecia aquela quinta brasileira cheia de gente a praticar nudismo. Então à hora dos banhos...

Não reconhecendo esta estranha relação das pessoas com a sua e a nudez dos outros como um problema, admito que alguns ainda possam ter algum constrangimento. Faz parte.

Sei que este poderá não ser um tema grato a muita gente, mas a verdade é que provavelmente hoje, nas escolas, ensinam mais coisas aos miúdos que eu e os da minha geração só aprendemos já gente crescida.

sábado, 21 de março de 2026

De um passeio matinal...

Este sábado tem sido um dia calmo. Ao invés dos restantes dias da semana onde ando em excesso de velocidade pedonal.

Previa-se chuva para hoje, mas esta não se fez sentir. Mas houve sempre um ventinho, uma brisa a mostrar que a Primavera ainda poderá estar longe.

De manhã fui ao pão, a pé. No caminho de regresso percebi num jardim uma enorme oliveira, que já teve a sua juventude faz muuuuuuuito tempo. Mas as oliveiras são o exemplo perfeito deste tempo de preparação ao qual os cristãos chamam de Quaresma e que ora atravessamos, já que depois da morte há sempre uma certa Ressurreição.

A foto que ilustra este meu blogue é disso exemplo já que em 2004 todas as oliveiras que se vêem foram completamente consumidas por um incêndio devastador que durou demasiado tempo.

No local das velhas oliveiras nasceram muitos pés que foram crescendo até que o dono ir expurgando alguns deles, deixando apenas os que tinham pujança para crescerem.

Com a lentidão normal da agricultura só recentemente as oliveiras se mostraram poderosas e prontas para dar azeitona. E deram muita.

A Mãe Natureza sabe bem com quem deve contar para a ajudar a equilibrar as coisas. As oliveiras são árvores resilientes, corajosas e sempre disponíveis para agradar ao dono. Desde que este a trate com o carinho e cuidado que ela merece.

A foto infra apresenta o lume que arde fogoso enquanto escrevo estas linhas. A lenha é de oliveira que mesmo depois de podada ainda serve para nos aquecer!


quinta-feira, 19 de março de 2026

Fazendo picas na vida!

 Hoje não irei perorar sobre o "Dia do Pai". Já o fiz aqui e sinto que disse (leia-se escrevi) quase tudo.

Então adiante que atrás vem gente.

Sempre pedi pouco da vida, talvez por aquilo que peço seja, quiçá, o mais pesado e o mais difícil de se obter. Só espero saúde, juízo na cabeça e que a minha entidade reformadora me pague mensalmente a minha pensão. Claro que a saúde envolve, pais, filhos, netos e demais família, tendo, no entanto, a consciência que nem sempre tudo irá correr como seria desejável. Faz parte!

Há muuuuuuuito que deixei de fazer grande projectos para o meu futuro. Até porque a idade começa a fazer das suas e nunca sei como acordo amanhã ou mesmo se acordo.

O que considero bem curioso é uma certa juventude (como diria um amigo de longa data: quem tiver menos dez anos que eu é um jovem!!!!) ter assumidamente uma espécie de "check list" para a sua vida. Recordo a este propósito uma antiga colega que certa manhã perguntei-lhe se poderíamos ter uma reunião de trabalho nessa mesma tarde ao que ela pegou na sua agenda, ainda em papel e leu-me uma lista de coisas que tinha programado para essa véspera, da qual eu destaquei uma: casar!

Foi a primeira vez que senti que para algumas pessoas os acontecimentos são picas numa lista. Tenho estado mais atento a estes factos, o que me leva a perguntar: e quando a lista estiver repleta de "checks"?

Vivemos no actual Mundo momentos demasiados confusos sem perceber muito bem onde começa e acaba o mal. Muito menos sabemos como terminará o dia de hoje quanto mais o dia de amanhã.

Posto isto considero que há uma certa despreocupação, especialmente por uma juventude sempre habituada a ter tudo, pelo seu próprio futuro, jamais abdicando da lista que previamente esgalharam em qualquer caderno ou telemóvel.

Estudar, tirar um curso superior, conseguir um trabalho, comprar aquele carro, fazer uma série de viagens, casar, ter filhos... poderão ser desejos válidos para muita gente. Porém de tudo isto retiro uma simples questão: e se a determinada altura não se conseguir picar alguns dos items previstos?

Não será esta filosofia tão apressada a razão de tantas depressões? Algumas destas com consequências desastrosas...

Vivamos então a vida de forma mais serena. Olhemos em nosso redor e percebamos como a serenidade dos dias que vamos atravessando nos aquece mais o coração que a busca de fazer picas na "check list".

A gente lê-se por aí!