Desde há uns anos que na aldeia beirã onde vou descansar (ou talvez não!) e por altura do Verão mais ou menos no mesmo lugar surge fogo posto.
Pelos cafés e à boca pequena tem-se acusado um homem. Porém, como nunca ninguém conseguiu provas dos actos criminosos, nem as autoridades competentes, o indiciado pelo povo vivia em plena liberdade. Até ontem...
Chegou-me a notícia que o Alberto (nome fictício) havia sido detido pela PJ de Castelo Branco estando já em prisão preventiva.
Agora...
Eu conheço o rapaz! Nas suas vidas variadas chegou a trabalhar naquilo que é meu ou da família. Mas sempre lhe percebi um ar vazio de alguém de pouca inteligência e menos sensatez. Nesta altura era pedreiro e trabalhava para um primo cá de casa, com o qual falei hoje e muito se admirou com a detenção do seu colaborador.
Segundo vim a saber um casal estrangeiro que vive na freguesia é que deu alarme às autoridades depois de o apanharem a lançar o fogo. Também soube que o moço era algo dependente do álcool com o qual se dava muito mal.
É certo que este caso não será evento único pois provavelmente por essas aldeias fora haverá demasiados (maus) exemplos como o do Alberto.
Uma vida estragada... um caminho que jamais deveria ter seguido... opções que nunca deveria ter tomado.
Fica, no entanto, aqui uma questão em aberto: como pode alguém prever ou prevenir um acto destes?
Está ora detido... Se se provarem os actos criminosos poderá irá cumprir pena por uma série de anos e arrisco dizer que sairá muuuuuuuito pior que entrou!
A justiça poderá ter sido feita... Mas o que restará deste homem não será mais que a miséria humana em estado (im)puro!
