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quarta-feira, 17 de junho de 2026

A saúde dos direitos e deveres!

A minha surdez é daquelas fiáveis já que nunca me abandona.

Hoje foi dia de consulta de Otorrino.

As longas esperas por este médico são uma constante, mas como já sei disso nunca chego a horas. Após uma conversa não muito longa, até porque o tempo mesmo no privado é escasso, passou-se para a medicação e mais exames. E daqui a três semanas lá estarei mais uma vez para reavaliação.

Tudo isto se passou num hospital privado com o qual o meu subsistema de saúde tem acordo. Paguei 56 euros por tudo, nem me pareceu nada caro, já que fiz os exames logo naquela hora.

Agora vem a pergunta sacramental: poderia fazer-se isto num hospital público? Não tenho conhecimentos de gestão hospitalar para poder questionar e responder ao mesmo tempo, mas diria que em teoria seria possível.

O problema é que as empresas do Estado estão tão presas aos códigos de conduta que para fazer algo repentino torna-se quase impossível. Só se for mesmo na urgência... E obviamente uma surdez nunca será caso de vida ou morte!

A nossa saúde necessita de médicos, enfermeiros, auxiliares. Porém necessita também de gente que tenha coragem para mudar, para assumir que as coisas tem sempre de funcionar, mesmo que haja greves, manifestações, plenários.

Os portugueses já pagam demasiados impostos e casos como educação e saúde deveriam funcionar sempre em pleno.

Sei que há direitos, todavia também há deveres. Para todos!

Uma balança estranha e de gestão complicada.

E se perguntassem a quem sabe?


domingo, 29 de março de 2026

Ó Sôtor... eu doente?

Há quem diga de forma despudorada que o melhor médico de alguém será a própria pessoa. Da mesma maneira há quem siga as palavras médicas à risca sem perceber que cada pessoa é uma pessoa e que cada uma tem diversas variantes.

Por aqui penso que a verdade para a saúde ou doença de cada um de nós estará provavelmente a meio caminho entre as duas visões anteriores.

Obviamente que quando um médico diz a um alcoólico que deve deixar de beber, não estará a exagerar, tal como quando um clínico avisa um fumador que o deve deixar de fazer.

Porém há situações que têm outras perspectivas e podem ser analisadas de maneira diferente dos médicos.

Na realidade cada um conhece o seu corpo e sabe o que lhe fará mal ou menos bem. Seja carne, peixe ou legumes.

Então que lado optar? O do conhecimento empírico ou do conhecimento médico?

Pois a resposta não surge como algo fácil, mas repito o que escrevi acima… quiçá no meio!

Mas de tudo o que já vi e lidei os piores doentes são geralmente... os próprios médicos! A maioria dos que conheço bem detestam assumir que são tão indefesos às doenças como nós porque assumem que por serem médicos estarão imunes às doenças sejam elas quais forem.

O pior é que são capazes de manter uma vida tão pouco saudável, tão recheada de exageros que acabam por se tornarem um risco para si mesmo.

A saúde será sempre um bem incalculável para quem a tem, mas feliz ou infelizmente nem sempre será assim. É nesta consciencialização das nossas fragilidades que reside um melhor futuro para cada um.

Sentir diversos sintomas, perceber que algo não está bem no nosso corpo e não dar fé disso a alguém que possa ajudar não é símbolo de saúde. Será sempre um mau exemplo e um risco enorme.

A ideia de quem não se queixa não é doente pode ser um enormíssimo erro.

Por vezes com consequências irreparáveis.

(texto actualizado hoje dia 30)