A minha surdez é daquelas fiáveis já que nunca me abandona.
Hoje foi dia de consulta de Otorrino.
As longas esperas por este médico são uma constante, mas como já sei disso nunca chego a horas. Após uma conversa não muito longa, até porque o tempo mesmo no privado é escasso, passou-se para a medicação e mais exames. E daqui a três semanas lá estarei mais uma vez para reavaliação.
Tudo isto se passou num hospital privado com o qual o meu subsistema de saúde tem acordo. Paguei 56 euros por tudo, nem me pareceu nada caro, já que fiz os exames logo naquela hora.
Agora vem a pergunta sacramental: poderia fazer-se isto num hospital público? Não tenho conhecimentos de gestão hospitalar para poder questionar e responder ao mesmo tempo, mas diria que em teoria seria possível.
O problema é que as empresas do Estado estão tão presas aos códigos de conduta que para fazer algo repentino torna-se quase impossível. Só se for mesmo na urgência... E obviamente uma surdez nunca será caso de vida ou morte!
A nossa saúde necessita de médicos, enfermeiros, auxiliares. Porém necessita também de gente que tenha coragem para mudar, para assumir que as coisas tem sempre de funcionar, mesmo que haja greves, manifestações, plenários.
Os portugueses já pagam demasiados impostos e casos como educação e saúde deveriam funcionar sempre em pleno.
Sei que há direitos, todavia também há deveres. Para todos!
Uma balança estranha e de gestão complicada.
E se perguntassem a quem sabe?
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