Há quem diga de forma despudorada que o melhor médico de alguém será a própria pessoa. Da mesma maneira há quem siga as palavras médicas à risca sem perceber que cada pessoa é uma pessoa e que cada uma tem diversas variantes.
Por aqui penso que a verdade para a saúde ou doença de cada um de nós estará provavelmente a
meio caminho entre as duas visões anteriores.
Obviamente que quando um médico diz a um alcoólico que deve
deixar de beber, não estará a exagerar, tal como quando um clínico avisa um
fumador que o deve deixar de fazer.
Porém há situações que têm outras perspectivas e podem ser
analisadas de maneira diferente dos médicos.
Na realidade cada um conhece o seu corpo e sabe o que lhe
fará mal ou menos bem. Seja carne, peixe ou legumes.
Então que lado optar? O do conhecimento empírico ou do conhecimento
médico?
Pois a resposta não surge como algo fácil, mas repito o que
escrevi acima… quiçá no meio!
Mas de tudo o que já vi e lidei os piores doentes são geralmente... os próprios médicos! A maioria dos que conheço bem detestam assumir que são tão indefesos às doenças como nós porque assumem que por serem médicos estarão imunes às doenças sejam elas quais forem.
O pior é que são capazes de manter uma vida tão pouco saudável, tão recheada de exageros que acabam por se tornarem um risco para si mesmo.
A saúde será sempre um bem incalculável para quem a tem, mas feliz ou infelizmente nem sempre será assim. É nesta consciencialização das nossas fragilidades que reside um melhor futuro para cada um.
Sentir diversos sintomas, perceber que algo não está bem no nosso corpo e não dar fé disso a alguém que possa ajudar não é símbolo de saúde. Será sempre um mau exemplo e um risco enorme.
A ideia de quem não se queixa não é doente pode ser um enormíssimo erro.
Por vezes com consequências irreparáveis.
(texto actualizado hoje dia 30)
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