sábado, 4 de julho de 2026

E se fosse há 60 anos?

Por aqui onde estou nos fins de semana e onde gozo algumas férias (quando posso ou quando me deixam!!!) vive muita gente ilustre. Modelos e actrizes, futebolistas e dirigentes, cantores e ~músicos.

Muitos deles vejo amiúde em locais públicos a tratarem da sua vida como seja comprar mantimentos e demais necessidades para a casa. Alguns até votam na mesma escola onde eu voto.

Portanto não obstante o mediatismo a que alguns estarão mais ou menos sujeitos, reconheço que o povo português, na sua generalidade, é bem mais pacato que outros povos no que a estas figuras diz respeito.

Ontem fui a supermercado fazer algumas compras e cruzei-me com alguém que durante alguns anos foi uma figura muito querida especialmente pelo eterno feminino. Hoje esse antigo cantor que soma neste momento 87 anos (a mesma idade da minha mãe sendo mais novo apenas cinco dias!), passa pelas pessoas como figura anónima. Provavelmente a maioria não o conhecerá e se o conhecem será apenas de nome ou “por ouvirem falar dele”.

António Calvário é quase meu vizinho. Não sei sinceramente onde mora, mas cruzo-me com ele em diversos sítios. E reconheço que para a idade que transporta em cima dos ombros está muito bem. Sozinho, dei por ele ontem na caixa a aguardar pagar as suas compras.

Pouco ou nada dado a vedetismos o primeiro vencedor do Festival de Canção é hoje um homem normalíssimo. E ainda bem, acrescento.

Porém se fosse há 60 anos, estaria Calvário assim tão descansado a fazer as suas compras?

Provavelmente não, tal era a grandiosidade da sua voz, do seu talento e da sua fama!

Aqui segue a canção que o elevou à qualidade de estrela...

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