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terça-feira, 31 de março de 2026

No fim resta isto... que é muito!

Desde Setembro do ano passado que o mundo blogosférico desabou em cima dos milhares de autores.

"É a vida" dirão muitos. Verdade!

Todavia esta nova realidade foi, acima de tudo, um balde de água à temperatura polar em cima de (quase) toda a gente que sentia aquela paixão de escrever sem rodeios, sem limites e obviamente sem censura.

Paulatinamente os blogues foram fechando (os meus incluídos) um a um, alguns com a ideia de migrarem para outras plataformas, outros nem por isso.

Hoje soube que fecha mais um! Só que não é um blogue qualquer! Pois não! E pelo que pude ler no seu último postal não voltará abrir  em mais lado nenhum!

Sinceramente na blogosfera encontrei o ambiente propício para muitas trocas. De textos, comentários, opiniões, desafios e mais importante que tudo... amizades.

E destas ficaram algumas que são para a vida. A Isabel é uma dessas amizades.  Uma autora que lançou tantas ideias que acabaram algumas delas em livros. "Os Contos de Natal" são um desses exemplos, mas os meus livros, reconheço com humildade, surgiram do estímulo e força que a Isabel sempre me presenteou!

Era para mim muito importante dizê-lo sem rebuço e de forma pública. E com isto justamente agradecer o carinho e a força para que eu fizesse andar os meus projectos.

A Isabel fecha hoje o seu espaço com este belíssimo postal que contem tudo, tudo, tudo o que foram estes anos.

Só lhe peço que não desista nunca de escrever! Todos nós que a conhecemos necessitamos das suas palavras. Estas trazem-nos paz, serenidade e, melhor que tudo, luz!

Obrigado por tudo e espero ver-te por aqui!

terça-feira, 17 de março de 2026

A primeira semente!

Assim que fui notificado pela plataforma onde morava o meu velhinho blogue, que em Junho próximo aquela iria encerrar portas, nasceram em mim dois sentimentos contraditórios.

- O primeiro foi de um certo alívio, pois deixaria de ter aquela obrigação que impus a mim mesmo em 2015, de publicar um postal por dia;

- O segundo foi uma espécie de angústia derivada de uma mera questão: e agora faço o quê aos meus imensos pensamentos e às minhas ideias e opiniões?

Entretanto fui percebendo que alguns dos meus amigos da blogosfera tinham a intenção de se transferir para outras plataformas. Outros simplesmente assumiram fechar os seus espaços sem qualquer alternativa. Uma decisão que lamento, já que havia coisas tãããããão boas...

E eu neste limbo entre largar esta escrita ou, seguindo a ideia de um comentador, “... vá pelo menos pensando na criação de um novo espaço que não nos deixe órfãos deste…”, dar por mim a procurar um nome para um novo blogue. Pois sem um título sugestivo e diferente não regressaria à escrita. De todo!

Passaram os dias ou melhor as noites e eu sem conseguir encontrar uma denominação cativante ou, no mínimo, alternativa, contudo identificável com este pobre autor. Até que de repente, quase em dar por isso percebi que estava ali mesmo à minha frente a solução e experimentei a primeira palavra: XÃo. Porém parecia, ainda assim, insuficiente já que faltava mais qualquer coisa… um detalhe, um pormenor, uma pequena cereja no topo deste bolo! Talvez uma foto ajudasse a achar o resto. Assim fiz!

Busquei no meu arquivo e encontrei diversas: o nascer do Sol (está a ser utilizado noutro espaço), o definhar do dia (não era uma foto para um blogue para o futuro) para no instante seguinte olhar uma foto tirada no Outono passado, numa fazenda que diz muito à família. Havia aquele arco-íris que foi o símbolo de esperança durante a pandemia, a oliveira renascida quase das cinzas após um terrível incêndio, exemplo perfeito da resiliência e finalmente a terra vermelha acabada de ser lavrada. Uma terra fértil. Tudo sob o olhar atento de uma serra com tanta estória.

- “Voilá” – disse para comigo.

Achado o nome, faltava o complemento que acabou por ser mais fácil: “Lavrar o chão, semear palavras e ideias, colher o que aquele der”.

Por fim a plataforma, mas também neste capítulo não tive grande dificuldade na escolha e fiquei mesmo pela blogspot (não será tão simpática como a anterior, mas habituar-me-ei).

Posto isto e para finalizar inauguro hoje de forma oficial este pedaço de "mau caminho" que desejo livre em ideias, pensamentos, opiniões. Sementes lançadas a uma terra nova para que esta dê frutos suculentos e apetecíveis.

Este será um local aberto a todas e todos, sem excepção de crenças, raças, idades ou sexo.  

Que Deus me ajude nesta demanda!

A gente lê-se por aí!