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terça-feira, 17 de março de 2026

A primeira semente!

Assim que fui notificado pela plataforma onde morava o meu velhinho blogue, que em Junho próximo aquela iria encerrar portas, nasceram em mim dois sentimentos contraditórios.

- O primeiro foi de um certo alívio, pois deixaria de ter aquela obrigação que impus a mim mesmo em 2015, de publicar um postal por dia;

- O segundo foi uma espécie de angústia derivada de uma mera questão: e agora faço o quê aos meus imensos pensamentos e às minhas ideias e opiniões?

Entretanto fui percebendo que alguns dos meus amigos da blogosfera tinham a intenção de se transferir para outras plataformas. Outros simplesmente assumiram fechar os seus espaços sem qualquer alternativa. Uma decisão que lamento, já que havia coisas tãããããão boas...

E eu neste limbo entre largar esta escrita ou, seguindo a ideia de um comentador, “... vá pelo menos pensando na criação de um novo espaço que não nos deixe órfãos deste…”, dar por mim a procurar um nome para um novo blogue. Pois sem um título sugestivo e diferente não regressaria à escrita. De todo!

Passaram os dias ou melhor as noites e eu sem conseguir encontrar uma denominação cativante ou, no mínimo, alternativa, contudo identificável com este pobre autor. Até que de repente, quase em dar por isso percebi que estava ali mesmo à minha frente a solução e experimentei a primeira palavra: XÃo. Porém parecia, ainda assim, insuficiente já que faltava mais qualquer coisa… um detalhe, um pormenor, uma pequena cereja no topo deste bolo! Talvez uma foto ajudasse a achar o resto. Assim fiz!

Busquei no meu arquivo e encontrei diversas: o nascer do Sol (está a ser utilizado noutro espaço), o definhar do dia (não era uma foto para um blogue para o futuro) para no instante seguinte olhar uma foto tirada no Outono passado, numa fazenda que diz muito à família. Havia aquele arco-íris que foi o símbolo de esperança durante a pandemia, a oliveira renascida quase das cinzas após um terrível incêndio, exemplo perfeito da resiliência e finalmente a terra vermelha acabada de ser lavrada. Uma terra fértil. Tudo sob o olhar atento de uma serra com tanta estória.

- “Voilá” – disse para comigo.

Achado o nome, faltava o complemento que acabou por ser mais fácil: “Lavrar o chão, semear palavras e ideias, colher o que aquele der”.

Por fim a plataforma, mas também neste capítulo não tive grande dificuldade na escolha e fiquei mesmo pela blogspot (não será tão simpática como a anterior, mas habituar-me-ei).

Posto isto e para finalizar inauguro hoje de forma oficial este pedaço de "mau caminho" que desejo livre em ideias, pensamentos, opiniões. Sementes lançadas a uma terra nova para que esta dê frutos suculentos e apetecíveis.

Este será um local aberto a todas e todos, sem excepção de crenças, raças, idades ou sexo.  

Que Deus me ajude nesta demanda!

A gente lê-se por aí!