sábado, 6 de junho de 2026

Sem técnica de escrita!

Há uns dias ofereci a um amigo o meu último livro publicado em 2025 (caramba, como o tempo passa e um ano já lá vai!).

Com o volume na mão assumiu a sua enorme admiração por aqueles que, como eu, escrevem estórias, contos ou romances (não é, ainda, o meu caso!).

Dizia que se fosse ele a escrever a determinada altura já estaria tudo misturado e já nem saberia quem era quem. Ri da imagem, mas avisei-o que essa confusão acontece a muitos dos escribas. Umas vezes porque um qualquer autor começa uma estória e não a acabando num curto prazo quando recomeça pode originar confusões. Ou também por o fio condutor do enredo não estar previamente escrito, assim como a tipificação das personagens.

Como ainda não ousei lançar mão de um romance, confesso que não tenho uma especial técnica de escrita para os meus textos. Na maioria das vezes a estória escreve-se primeiro na minha cabeça, para mais tarde a colocar uma folha de papel (cada vez mais raro) ou no computador.

Esgalhado o texto, este passará por um crivo muito apertado onde tento limar a maioria das arestas mais ásperas. Uma espécie de esmeril das palavras.

Certamente que cada autor, escritor, poeta tem a sua forma muito própria de passar para a tela o que lhe vai no coração ou na alma. E em bom rigor não haverá uma matriz ou manual.

Entretanto ando há dias com uma estória na cabeça, mas ainda não consegui aprimorá-la dentro de mim. Só depois de bem expurgada das eventuais gorduras de palavras, tentarei rematar o texto para que fique mais perto da perfeição.

Escrever é assim um acto assaz doloroso. Por aquilo que retira de cada um de nós (a imaginação) e o que temos de trabalhar para construir um naco de prosa (a transpiração!).

No final será necessário tudo juntar para passar a ter direito à divulgação pública.

Como é exemplo este texto.

6 comentários:

  1. Gostei da imagem «esmeril das palavras».

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  2. Esse crivo das palavras é muito importante nos romances. São longas histórias em que o autor nãp pode cair em contadições, v.g. o personagem é do Sporting, no início, e depois é do Benfica. Contradição! O personagem é do Famalicão, toda a gente já tinha percebido.
    Um abraço, meu velho.

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  3. Obviamente Fama! Mas não sei se nos teus romances te vales de uma cábula com a espinha dorsal da estória e com a descrição das personagens. É que começar como advogado e acabar como engenheiro aeroespacial não parece muito bom!
    Provavelmente fazer um manual, não como se escreve mas como não se deve escrever. Aquilo do "há anos atrás" encanita-me os nervos. Já para não falar de "ambos os dois" ou "na minha opinião pessoal"!
    😂😂😂😂😂😂😂😂😂

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