Já por diversas vezes escrevi sobre o que leva as pessoas a ficarem dependentes do tabaco. Ainda por cima quando está comprovadamente assumido que fumar faz mal à saúde. Física e financeira.
Sei que a minha luta contra o tabagismo e seus apaniguados está claramente perdida, porém continuo nesta bravata, não com o sentido de mudar o mundo, mas unicamente continuar a alertar as pessoas para o mal deste vício.
Só que os fumadores são neste país gente privilegiada. Se não vejamos:
1 - Vou na rua e alguém à minha frente segue com o cigarro aceso. Sem eu querer ou desejar estou a fumar mesmo que seja de forma passiva.
2 - Naquela esplanada o Sol aquece as pessoas e eu também lá estou. Sabe bem aquele calorzinho primaveril... Até que de repente alguém se senta na mesa ao lado e saca de um cigarro e toca a empestar o ar.
3 - Tenho de ir a uma repartição pública. À entrada um ror de gente está de cigarro na boca ou nas mãos e eu para entrar tenho de atravessar uma nuvem de tabaco.
Estes foram apenas três exemplos onde a minha liberdade de não fumar está definitivamente em risco. E o mais estranho é que os fumadores dizem-se marginalizados só porque não podem fumar dentro de restaurantes, bares, cinemas, espectáculos...
Entretanto eu posso levar com o fumo, cheiro, e restos de cigarros por todo o lado onde passo, só porque estou em zona aberta.
Um dos exemplos que não referi acima é o caso das praias onde as pessoas estão a céu aberto mas os fumadores empestam tudo em seu redor.
A minha liberdade de não ser contagiado pelo fumo do tabaco dos outros fica posta em causa.
Mas os intolerantes seremos sempre nós!

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