sexta-feira, 15 de maio de 2026

A coragem de ter… medo!

 Há uns tempos largos vi uma passagem de um filme na televisão (nem me recordo onde foi ou quando foi) em que alguém dizia para outro que o “o medo era a força dos corajosos”.

Aquela frase dita assim sem eu perceber o contexto, não me pareceu ter muito valor e passou.

Até que andei recentemente nos diversos teleféricos na bela ilha da Madeira e percebi o que era ter medo.

De morrer não tenho qualquer receio, mas estar envolvido num acidente mortal ou parecido não era coisa que me apetecesse. Quando desci o segundo teleférico (o primeiro era assaz amigável) com uma inclinação de 98%, não tinha mesmo consciência no que estava a assumir.

Depois cá em baixo, na Fajã da Quebrada, é que percebi o que era ter medo. Pois a verdade é que só senti aquela adrenalina quando me preparava para subir.

Vi também em Lamaceiros, bem perto de Porto Moniz, gente a fazer descidas zipline e mais abaixo junto a uma falésia andarem num baloiço gigante.


A verdade é que quando somos novos nada nos atemoriza e tudo parece ser uma enoooooorme aventura. Todavia quando os anos pesam e passamos a ter consciência do tal medo que falei acima é que aprendemos a arrepiar caminho e a pensar nas eventuais consequências dos nossos actos.

Sinceramente até gostaria de fazer uns exercícios de aventura destes ou de outro género, mas detesto sentir a adrenalina a espalhar pelo meu corpo. Pode ser que com o hábito a reação fosse menos adversa, mas sinceramente não me sentiria bem a ousar um baloiço ou a descer uma zipline.

Portanto… prefiro ter os pés na terra que presos por um qualquer elástico e a cair…

Como ouvi há muitos anos: mais vale ser um cobarde vivo que um herói morto!

Touché!

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