Há uns tempos largos vi uma passagem de um filme na televisão (nem me recordo onde foi ou quando foi) em que alguém dizia para outro que o “o medo era a força dos corajosos”.
Aquela frase dita assim sem eu perceber o contexto, não me pareceu ter muito valor e passou.
Até que andei recentemente nos diversos teleféricos na bela ilha da Madeira e percebi o que era ter medo.
De morrer não tenho qualquer receio, mas estar envolvido num acidente mortal ou parecido não era coisa que me apetecesse. Quando desci o segundo teleférico (o primeiro era assaz amigável) com uma inclinação de 98%, não tinha mesmo consciência no que estava a assumir.
Depois cá em baixo, na Fajã da Quebrada, é que percebi o que era ter medo. Pois a verdade é que só senti aquela adrenalina quando me preparava para subir.
Vi também em Lamaceiros, bem perto de Porto Moniz, gente a fazer descidas zipline e mais abaixo junto a uma falésia andarem num baloiço gigante.
A verdade é que quando somos novos nada nos atemoriza e tudo parece ser uma enoooooorme aventura. Todavia quando os anos pesam e passamos a ter consciência do tal medo que falei acima é que aprendemos a arrepiar caminho e a pensar nas eventuais consequências dos nossos actos.
Sinceramente até gostaria de fazer uns exercícios de aventura destes ou de outro género, mas detesto sentir a adrenalina a espalhar pelo meu corpo. Pode ser que com o hábito a reação fosse menos adversa, mas sinceramente não me sentiria bem a ousar um baloiço ou a descer uma zipline.
Portanto… prefiro ter os pés na terra que presos por um qualquer elástico e a cair…
Como ouvi há muitos anos: mais vale ser um cobarde vivo que um herói morto!
Touché!
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