Sou olimpicamente contra um novo léxico que nos querem obrigar a ler e a escrever. Por mim terão azar pois continuarei a escrever como sempre aprendi, mesmo que por decreto mudem o vocabulário.
Um dos exemplos mais correntes prende-se com a Banda Desenhada
que passou a chamar-se “Novela Gráfica”. Tem esta expressão sabor a romance de
cordel de origem assaz duvidosa. A Banda Desenhada não é ofensivo e quem gosta
da nona arte sabe do que se está a falar.
Não tarda nada estarei de regresso aos duros bancos de escola para me obrigarem a reaprender a bela língua de Camões nos deixou. Ou no limite é por essa língua não agradar a alguns por não ser fácil, que lançam estas opcões tão idiotas e imbecis.
Este é um tema controverso e que noutro local originou debates acesos. Serei assim um fervoroso adepto da linguagem mais antiga e nada
tem a ver com o Acordo Ortográfico, que continuo a não aplicar.
Há cada vez mais palavras proibidas ou pero disso. E se ainda não o serão
na linguagem verbal, sei que muitos jornais tendem a rever os textos com
cuidado pois há por aí uma nova ordem linguística com quem os tais jornais não querem demandas.
Os mentores desta tal nova ordem (que neu não sei quem serão, nem quero saber, mas que andam por aí!) não podem olvidar que a língua portuguesa tem mais anos que eles terão de vida e que hoje tudo não passa de uma moda como cantavam os Táxi nos anos oitenta na célebre canção Chiclete.
Hoje nós, amanhã eles!
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