Hoje recebi a notificação de uma senhora que faz o favor de me dispensar a sua valorosa amizade onde pude perceber a comemoração deste dia tão especial. Ainda por cima cuidou a minha amioga em juntar os meus livros numa fotografia.
Um gesto que muito me alegrou (obrigado L.), pois é prova de que a escrita e consequentemente os livros, fazem sentido não só para quem escreve, mas para quem os lê.
Tenho uma biblioteca com muitos livros. Muitos mesmo. De diversos temas e autores. E com uma logística de arrumação por vezes difícil de entender, até por mim!.
Curiosamente um destes dias a minha neta perguntou-me qual o livro que gostava mais, como se aquele fosse assim uma espécie de brinquedo. Respondi-lhe com uma resposta redonda e abrangente, como só poderia fazer a uma criança de seis anos que ainda não sabe o que é ler!
No entanto a pergunta para mim acabou por fazer algum sentido. Em tanto que lemos qual o livro que mais gostamos? Ou colocada a questão noutro patamar, perguntar: qual o livro que não se importa de reler?
A esta respondo simplesmente: " A cidade e as Serras" de Eça de Queirós. Mas também já reli "O Valente Soldado Schveik" de Jaroslav Hasek, ou muitos dos albuns de Astérix!
Reconheço nos livros um sentimento especial. Como se aquele fosse uma força militar contra a estupidez e imbecilidade de quem não gosta de ler!
Mas forçar alguém a ler é o passo definitivo para nunca querer pegar noutro. Daí nunca forcei os meus filhos a ler, como nunca forcarei os meus netos. Querer ler um livro tem de ser o próprio a entender esse momento.
Curiosamente comecei cedo, mas principiar mais tarde não é problemático. O que se torna importante num livro é a capacidade que este tem em dizer-nos tanto sem que o tivéssemos pedido.
💚💚
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