Um treinador de futebol português já com alguma idade ainda em actividade dizia há muitos anos que o futebol não era uma ciência exacta.
Eu ouso acrescentar que nem o futebol nem nenhum desporto.
Outro treinador há muito falecido disse antes de um jogo decisivo
entre Alemanha e Portugal: deixem-me sonhar!
E o sonho tornou-se realidade.
O futebol tem muitas máximas imperdíveis das quais ainda
recordo algumas, mas não é de futebol que venho aqui e agora perorar.
Um canal de televisão de desporto conhecido como Eurosport,
tem feito diariamente a transmissão das etapas do Giro de Itália 2026. Diversos
comentadores residentes vão debatendo, prevendo, analisando as diversas incidências
das diferentes etapas.
Obviamente que a partir da sexta etapa a coisa tomou mais
interesse pois um português, de nome Afonso Eulálio, abarbatou-se com a
camisola rosa, símbolo do primeiro classificado, e ainda não a largou.
Para hoje e após uma segunda-feira de merecido descanso dos
atletas, previa-se um contra-relógio complicado para o atleta luso. Tanto mais
que o jovem não estava acostumado a este tipo de etapas. Os artistas do tal canal
desportivo foram antecipadamente palpitando lugares, tempos, estados de alma do
ciclista português.
Porém ao invés das perspectivas de uma sofrível prestação, o atleta figueirense aguentou-se estoicamente e mesmo perdendo muito do tempo acumulado, ainda assim seguirá para a próxima etapa ainda vestido de rosa.
Portanto as máximas dos treinadores de futebol estavam (quase) certas:
- o desporto não é uma ciência exacta e Afonso Eulálio
continua a sonhar!
Até quando ninguém sabe!
Remato com aquele apoio: Bravo Afonso! Bravo!

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