terça-feira, 19 de maio de 2026

Do futebol para o ciclismo!

Um treinador de futebol português já com alguma idade ainda em actividade dizia há muitos anos que o futebol não era uma ciência exacta.

Eu ouso acrescentar que nem o futebol nem nenhum desporto.

Outro treinador há muito falecido disse antes de um jogo decisivo entre Alemanha e Portugal: deixem-me sonhar!

E o sonho tornou-se realidade.

O futebol tem muitas máximas imperdíveis das quais ainda recordo algumas, mas não é de futebol que venho aqui e agora perorar.

Um canal de televisão de desporto conhecido como Eurosport, tem feito diariamente a transmissão das etapas do Giro de Itália 2026. Diversos comentadores residentes vão debatendo, prevendo, analisando as diversas incidências das diferentes etapas.

Obviamente que a partir da sexta etapa a coisa tomou mais interesse pois um português, de nome Afonso Eulálio, abarbatou-se com a camisola rosa, símbolo do primeiro classificado, e ainda não a largou.

Para hoje e após uma segunda-feira de merecido descanso dos atletas, previa-se um contra-relógio complicado para o atleta luso. Tanto mais que o jovem não estava acostumado a este tipo de etapas. Os artistas do tal canal desportivo foram antecipadamente palpitando lugares, tempos, estados de alma do ciclista português.

Porém ao invés das perspectivas de uma sofrível prestação, o atleta figueirense aguentou-se estoicamente e mesmo perdendo muito do tempo acumulado, ainda assim seguirá para a próxima etapa ainda vestido de rosa.


Portanto as máximas dos treinadores de futebol estavam (quase) certas:

- o desporto não é uma ciência exacta e Afonso Eulálio continua a sonhar!

Até quando ninguém sabe!

Remato com aquele apoio: Bravo Afonso! Bravo!

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