Quando era jovem escutava dos mais velhos a já gasta frase: esta juventude está perdida.
Decorrido o tempo normal na longa tábua da vida, a frase manteve-se associada à mesma ideia de que os jovens estariam a percorrer maus trilhos e daí perderem-se.
A verdade é que hoje sou eu o velho e evito dizer o mesmo dos mais novos.
Sem querer julgar ninguém, a juventude de hoje não é nem melhor nem pior que a de antigamente. Se aquela com a qual lidamos hoje é mais afoita e mais conhecedora, este conhecimento serve ambos os lados, isto é, serve para saberem aquilo que no meu tempo só saberia já bem mais crescido, ao mesmo tempo que podem usar o tal conhecimento precoce para evitarem problemas.
Esconder as coisas (leia-se vida, tal como ela é!!!) da juventude nunca foi (nem será!!!) a melhor solução para que os rapazes e raparigas escolham os melhores caminhos. Até porque será sempre mais útil educadores falarem das alegrias e perigos da vida, que os jovens escutarem as teorias vindas de quem pode ter culpas em muitos cartórios.
Dito isto... a juventude actual estará tão perdida como eu estava com quase o dobro da idade deles. O problema reside essencialmente na capacidade de escolha que cada um pretende para a sua vida.
Tal como muitos de nós o fizemos em devido tempo, provavelmente com menos dados e muuuuuuuito menos informação.
As tatuagens, piercings, cabelos coloridos e roupas rasgadas faz parte de como os jovens querem ser reconhecidos pelo Mundo actual: irreverentes!
Pois é... no meu tempo ser irreverente seria usar cabelo até aos ombros e ter um emblema amarelo ao peito a dizer: Nuclear não! Obrigado!
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