Sempre que oiço ou leio uma notícia sobre um qualquer sismo de grande intensidade pergunto-me sempre: e se fosse aqui em Lisboa?
A nossa Protecção Civil deve ter um programa de contingência
para a situação de um eventual sismo de média ou grande dimensão. Todavia não sei se é mesmo um plano ou
somente um conjunto de desejos e intenções sem perceber se haverá capacidade de
resposta evidente.
Desde 1969 que tenho um enormíssimo respeito e temor pelos
tremores de terra. Naquela madrugada de 28 de Fevereiro percebi que um sismo
não é uma coisa assim para a gente brincar…
Recordo dessa noite as paredes do quarto a abanarem, o
pânico para sair de casa trancada a “sete-chaves”, o temor de réplicas e a impossibilidade
real de sabermos como estava outros familiares.
Foi uma noite para mim muito longa e demasiado marcante.
De tal maneira que ainda hoje a minha casa não tem portas
fechadas à chave para a rua, já que acredito que se ontem foram os outros,
amanhã poderemos ser nós. E sair para a rua pode salvar vidas!
Já principiei a preparar também uma mochila de
sobrevivência: água potável, uma lanterna, um kit de primeiros socorros, cópias
da minha identificação, algumas conservas e obviamente algum dinheiro.
Imagino que haja um manual ou uma matriz para estas
situações, mas eu não conheço. De todo! E se calhar deveria… conhecer!
Renovo a ideia de que um destes dias pode acontecer
connosco. E quanto melhor tivermos preparados, maior será a nossa possibilidade
de sobrevivência.
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