sexta-feira, 26 de junho de 2026

E se fosse cá?

Sempre que oiço ou leio uma notícia sobre um qualquer sismo de grande intensidade pergunto-me sempre: e se fosse aqui em Lisboa?

A nossa Protecção Civil deve ter um programa de contingência para a situação de um eventual sismo de média ou grande dimensão. Todavia não sei se é mesmo um plano ou somente um conjunto de desejos e intenções sem perceber se haverá capacidade de resposta evidente.

Desde 1969 que tenho um enormíssimo respeito e temor pelos tremores de terra. Naquela madrugada de 28 de Fevereiro percebi que um sismo não é uma coisa assim para a gente brincar…

Recordo dessa noite as paredes do quarto a abanarem, o pânico para sair de casa trancada a “sete-chaves”, o temor de réplicas e a impossibilidade real de sabermos como estava outros familiares.

Foi uma noite para mim muito longa e demasiado marcante.

De tal maneira que ainda hoje a minha casa não tem portas fechadas à chave para a rua, já que acredito que se ontem foram os outros, amanhã poderemos ser nós. E sair para a rua pode salvar vidas!

Já principiei a preparar também uma mochila de sobrevivência: água potável, uma lanterna, um kit de primeiros socorros, cópias da minha identificação, algumas conservas e obviamente algum dinheiro.

Imagino que haja um manual ou uma matriz para estas situações, mas eu não conheço. De todo! E se calhar deveria… conhecer!

Renovo a ideia de que um destes dias pode acontecer connosco. E quanto melhor tivermos preparados, maior será a nossa possibilidade de sobrevivência.

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