A volta à França deste ano esteve previamente envolta numa enormíssima espectativa, tendo em conta a quantidade e qualidade de corredores que principiaram a corrida na belíssima cidade condal de Barcelona.
Para além do campeoníssimo corredor esloveno Tadej Pogacar, também Jonas Vingegaard se apresentou, assim como Remco Evenepoel, Juan Ayuso, Richard Carapaz, Paul Seixas (o jovem fenómeno velocipédico fancês de origem lusa) e mais uma série de outros nomes, todos eles prontos a derrubar o favoritismo de Pogacar.

A realidade é que depois da camisola amarela passar por diversos donos, à sexta etapa ficou definitivamente no corredor esloveno e perante o qual ninguém esteve à altura de lhe tirara a camiseta.
Ainda assim foi uma corrida fantástica com uma velocidade média geral muito alta, com muitas batalhas individuais, muitos incidentes (quedas de Traen, Vingegaard e alguns outros), escaladas fantásticas, descidas a alta velocidade, jogos de equipas, sprints e muitas boas e más surpresas.
Para um leigo como eu diria que a vitória de Pogacar era obviamente esperada, Paul Seixas com o quarto lugar na Geral deixou de ser uma esperança para se tornar numa certeza, Carapaz como rei da Montanha mostrou-se altamente competente, tal como o belga Remco Evenepoel terminando o Tour numa honrosa segunda posição.
Menos bem esteve Ayuso, que depois da saída forçada da UAE após a Vuelta do ano passado e a sua entrada na Lidl-Trek, sempre julguei que lutasse por um lugar no pódio, principalmente depois do ano passado ter andado a estragado a Vuelta do nosso João Almeida que continua ausente por motivo de saúde.
O Tour é sempre um bom espectáculo televisivo e não só.
Agora segue-se La Vuelta, mas até lá há que descansar...
Subscrevo na íntegra a tua análise a mais um grande Tour. Para mim, além de toda a tática e do esforço quase sobre-humano no asfalto, o ciclismo tem esse encanto irresistível: é uma viagem panorâmica. A forma como a corrida nos leva por paisagens soberbas e cantos escondidos é metade do fascínio que me faz ficar colado ao ecrã.
ResponderEliminarE sim, agora que venha La Vuelta, mas sem saltar etapas: antes disso ainda temos a "nossa" Volta a Portugal para cumprir a tradição e ver as nossas estradas em destaque!
Um abraço, José!
Boa noite Daniel,,
EliminarGostava mais da Volta a Portugal quando principiava no Porto e corria o país continental inteiro. Agora tornou-se tão diferente...
Há um par de anos estiva no alto da Senhora da Graça no Monte Farinha. Gente corajosa que se propões subir até lá acima. Nem imagino o que seja os Alpes d'Huez ou o Angliru que este ano não se sobe.
Vi muitos corredores lusos nos anos setenta quando uma etapa partia de Almada, terra onde vivi a minha vida de (mau) estudante.
Espero que João Almeida recupere, mas cheira.me que este ano, infelizmente, já era!
Forte abraço!