Esta semana, aproveitando a ausência dos “piquenos” que estão de férias com os pais na praia (tiveram azar com o tempo, coitados!), tenho andado em limpezas.
Ora no meu escritório onde guardo grande parte dos meus
livros, tive de “coração ao alto”
fazer umas modificações, de maneira a que os próximos livros consigam ficar
minimamente arrumados.
Sinceramente, e aqui para nós que ninguém nos ouve, o que eu
quereria mesmo era arrumar os livros por uma certa ordem (alfabética de
autores, temas, alfabética por títulos ou outras opções). Todavia para tal
teria de espalhar os volumes por todas as divisões da casa, para mais tarde arrumar
tudo por uma ordem lógica.
Como não o fiz lá continuam todos espalhados e misturados:
prosa com poesia, romances com ensaios, biografias com estudos políticos. Portanto
uma mega confusão… E já nem falo das centenas de livros de BD misturados com policiais.
Contudo o que me levou a escrever este postal foi o caso de
ter encontrado um grosso volume dos meus contos, impresso em papel A4 e com o
sugestivo nome (ou talvez não!) de “Contos Breves”. Há obviamente neste título
uma certa redundância, já que por si só um conto será uma história pequena,
portanto… breve!
Peguei no volume e percebendo o que continha atirei-o para o
caixote do lixo. Primeiro porque a maioria dos textos já foram todos ou quase todos publicados em livro, segundo
aquela versão era demasiado antiga e não fora sujeita ao meu olhar crítico.
Só que de repente surgiu-me aquela dúvida que muitos dos historiadores
da nossa escrita também levantam e se prende com a impossibilidade de se
perceber como determinado texto evoluiu desde a sua criação até à publicação.
Ora com a actual tecnologia toda essa evolução se perde,
pois nenhum autor (mea culpa, mea culpa) se preocupa em gravar as
diversas versões dos seus textos. Há uma versão e sobre ela são feitas as
devidas alterações, gravando-se por cima da versão anterior.
Tenho consciente plena que nunca nenhum dos meus livros ou
dos meus textos será escolhido para ser devidamente analisado por um especialista.
Só que tenho netos e, no limite, algum deles poderá ter interesse naquilo que o avô
um dia escreveu e publicou!
Ficariam assim com o um registo evolutivo…
Pronto… porque pensei nisto acabei por ir ao caixote do lixo buscar a velha compilação!
os teus prodigiosos livros :) desafio-te a escrever contos para crianças, para os teus netos. já conheces uma ilustradora de mão cheia! beijo e tudo de bom. bom fim-de-semana <3
ResponderEliminarProdigiosos? Eh pá isso não será demasiada areia para aminha camioneta?
EliminarQuanto aos contos... estou a escrever umas estórias com animais...Pode ser que eles venham a gostar!
O tempo o dirá!
Obrigado pela companhia e bom fim de semana.👏👏👏👏👏
A esperança é sempre a ultima a morrer ... que sabe um deles ainda dignifica os seus escritos.
ResponderEliminarBom fim de semana
Boa noite Anica,
EliminarVivo realmente com essa esperança. Todavia e tendo em conta o que vou vendo como publicações diria que quando crescerem irão chamar-me alguns nomes.
A minha escrita é , quiçá, demasiado naife!
Óptimo fim de semana.