domingo, 5 de abril de 2026

Prenda da Páscoa?

Como já havia comunicado este fim de semana mais longo estive pelas Beiras. Regressei ontem ao fim do dia e portanto a minha preocupação foi arrumar a trapalhada toda que a carrinha transportou.

Portanto apenas hoje pude perceber como estava o jardim. As roseiras parecem pujantes, mas apenas achei estas duas nascidas que são da mesmíssima roseira.





Estas são as primeiras rosas desta Primavera. Como as anteriores são realmente de uma enorme beleza.
Considero este florir como uma prenda Pascal!

Mas haverá mais para dar cor ao jardim. Algumas ainda estão em botão muito pequeno.
Haja paciência!



sábado, 4 de abril de 2026

Páscoa!

Um poeta bem conhecido da nossa praça poética escreveu certa vez que "o Natal é quando o homem quiser".

Se para o Natal a frase poderá estar carregada de sentido, para a Páscoa a ideia será um pouco diferente. Até porque quer queiram quer não a Páscoa e a Primavera estão intimamente ligadas.

Em ambas evoca-se e percebe-se uma Ressurreição. A visão católica assenta este renascer dos mortos na figura milenar e incomparável de Jesus Cristo, filho unigénito de Deus Pai. Os outros apostam no brotar de vida da própria Natureza e que podemos notar ao nosso redor seja nas flores, nas árvores de fruto, na passarada vivaz e barulhenta.

Sendo eu católico e outrossim afecto à vida do campo, logo da própria Natureza, reconheço neste paralelismo uma ligação muito forte, para quase ousar dizer umbilical.

Contudo a verdadeira Páscoa dos homens, sejam estes gente de fé ou não, compreende uma forma muito própria de lidarmos com a nossa vida, com os nossos dilemas, com as nossas dúvidas. E este tempo Pascal que ora principia e que terminará no Domingo de Pentecostes, poderá estar associado ao sentimento de renovação, de busca de outros pensamentos e novos desejos.

Quando peregrinava, quase sempre em dias próximos da Páscoa, procurava nos bons momentos de silêncio que fazia no caminho, recuperar um pouco da minha verdadeira essência de homem, de cidadão e mais que tudo de católico.

Perguntava (e ainda me questiono) qual o verdadeiro sentido da minha vida? Que importância terei na vida dos que me rodeiam? Que amor é este por um Deus que nunca vi, mas que todos os dias sinto no mais singelo dos meus actos?

A Páscoa é assim o início de um caminho que me levará a um lugar provavelmente desconhecido. Uns chamarão de alma, espírito. Outros dirão que é coração, pensamento.

Eu chamarei simplesmente de fé!

Acreditar sem ver, amar sem querer nada em troca, dar sem receber.

Pois que assim seja!

Santíssima Páscoa!

sexta-feira, 3 de abril de 2026

As cores da Primavera?

Como escrevi ontem estou na Beira Baixa onde o Mundo parece ainda ser à moda antiga. Para além da fé  que se pode observar em qualquer rua e mais nas iniciativas da igreja local há em redor muitos locais onde a Primavera que há pouco tempo principiou dá exemplo e cor.

Vejamos as fotos que trago hoje:

1 - Uma cerejeira em flor;


2 - Um gamboeiro em flor;


3 - Marmeleiros em flor;


4 - A cor da Quaresma;


5 - Uma ribeira sempre a correr;


A Primavera é uma estação de renovação, como é este momento de calendário que passamos.

Finalmente desejo a todos os meus amigos e leitores que vivam estes dias numa base de reflexão. A vida vive-se também destes dias.


quinta-feira, 2 de abril de 2026

Procissão Do Senhor dos Passos

Hoje literalmente corri para a Beira Baixa. De carro, claro! Ou melhor de carrinha!

Estamos a quinta feira. Dia em que Cristo terá celebrado a sua celebérrima Última Ceia, que muito mais tarde Da Vinci haveria de imortalizar.

Na aldeia beirã no dia de hoje há uma celebração que segundo dizem por aqui se perde no tempo. Trata-se do Senhor dos Passos.

A eucaristia estava marcada para as 20 e 30, que é sempre uma hora óptima para ir à missa ainda por cima depois de perto de 300 quilómetros numa autoestrada bem recheada de movimento.

Ainda assim cheguei a tempo e até participei na procissão vestindo uma opa lilás (referente à época quaresmal) e levei uma das lanternas que acompanham na frente a Cruz.

A procissão termina na capela onde esta imagem reside o resto do ano, para na próxima quinta-feira santa voltar à rua.



Esta foto foi tirada momentos antes de principiar a eucaristia, ainda a imagem estava na Matriz. Depois a volta ao centro principal da aldeia, sempre acompanhado de muitos fiéis a maioria de velas acesas, o padre e obviamente a Banda Filarmónica.
E todos, todos mesmo imbuídos do espírito quaresmal e muita fé!
Valeu a pena a correria... para chegar a tempo.


quarta-feira, 1 de abril de 2026

Intolerante? Sim, sou!



Já por diversas vezes escrevi sobre o que leva as pessoas a ficarem dependentes do tabaco. Ainda por cima quando está comprovadamente assumido que fumar faz mal à saúde. Física e financeira.

Sei que a minha luta contra o tabagismo e seus apaniguados está claramente perdida, porém continuo nesta bravata, não com o sentido de mudar o mundo, mas unicamente continuar a alertar as pessoas para o mal deste vício.

Só que os fumadores são neste país gente privilegiada. Se não vejamos:

1 - Vou na rua e alguém à minha frente segue com o cigarro aceso. Sem eu querer ou desejar estou a fumar mesmo que seja de forma passiva.

2 - Naquela esplanada o Sol aquece as pessoas e eu também lá estou. Sabe bem aquele calorzinho primaveril... Até que de repente alguém se senta na mesa ao lado e saca de um cigarro e toca a empestar o ar.

3 - Tenho de ir a uma repartição pública. À entrada um ror de gente está de cigarro na boca ou nas mãos e eu para entrar tenho de atravessar uma nuvem de tabaco.

Estes foram apenas três exemplos onde a minha liberdade de não fumar está definitivamente em risco. E o mais estranho é que os fumadores dizem-se marginalizados só porque não podem fumar dentro de restaurantes, bares, cinemas, espectáculos...

Entretanto eu posso levar com o fumo, cheiro, e restos de cigarros por todo o lado onde passo, só porque estou em zona aberta.

Um dos exemplos que não referi acima é o caso das praias onde as pessoas estão a céu aberto mas os fumadores empestam tudo em seu redor.

A minha liberdade de não ser contagiado pelo fumo do tabaco dos outros fica posta em causa.

Mas os intolerantes seremos sempre nós!