Uma das poucas coisas que gostaria de ter e naturalmente usar era um carro daqueles… “vintage”.
Na impossibilidade de ter o primeiro carro do meu pai, um
Opel Kadett de quatro portas de cor cinza, optaria por adquirir a celebérrima
carrinha Renault 4L de mudanças ao volante que foi uma coisa que me
impressionou quando conduzi uma pela primeira vez.
Ora há umas semanas, na minha aldeia, soube que um mecânico
de lá tinha um carro destes na oficina. A ideia que me passaram é que ele tinha
comprado para arranjar.
De vírus no espírito acabei hoje por telefonar a alguém da
minha geração e pedi-lhe para ir saber mais pormenores do dito automóvel. O meu
amigo disse que iria lá, mas só numa altura em que o mecânico não estivesse
bêbado.
Aproveito então a última palavra para dizer o seguinte:
quando novo também fiz muitas asneiras envolvendo álcool e tabaco. Para um dia
perceber que nem um nem outro me tornavam uma pessoa melhor. Nada mesmo! E
deixei de beber alarvemente e fumar!
Curioso é que muuuuuuitos anos mais tarde em conversa com um
amigo, este dizia-me: podemos e devemos errar, mas desde que percebamos que
aquele não será o caminho a seguir! Verdade!
O problema é quando alguém não consegue fugir aos vícios
adquiridos, quase sempre em novo! Tabaco, álcool, drogas são três exemplos, mas
infelizmente sabemos de muitos mais.
Nunca fui alcoólico muito longe disso, todavia em novo e com
dinheiro no bolso muitas vezes abusava. No entanto trabalhei com muitos e em todos
notei uma anormal tendência para a asneira, sem disso terem, muitas vezes,
consciência.
Já se sabe que as bebidas com álcool têm a tendência a
desinibir os seus legítimos proprietários. E quanto mais se bebe mais se solta
a língua e o espírito.
O pior disto tudo é que os casos são cada vez mais
frequentes, nomeadamente nas aldeias onde há sempre muito álcool, muito tabaco
e muita conversa para dirimir.
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