segunda-feira, 25 de maio de 2026

A vida num fundo de uma garrafa!

Uma das poucas coisas que gostaria de ter e naturalmente usar era um carro daqueles… “vintage”.

Na impossibilidade de ter o primeiro carro do meu pai, um Opel Kadett de quatro portas de cor cinza, optaria por adquirir a celebérrima carrinha Renault 4L de mudanças ao volante que foi uma coisa que me impressionou quando conduzi uma pela primeira vez.

Ora há umas semanas, na minha aldeia, soube que um mecânico de lá tinha um carro destes na oficina. A ideia que me passaram é que ele tinha comprado para arranjar.

De vírus no espírito acabei hoje por telefonar a alguém da minha geração e pedi-lhe para ir saber mais pormenores do dito automóvel. O meu amigo disse que iria lá, mas só numa altura em que o mecânico não estivesse bêbado.

Aproveito então a última palavra para dizer o seguinte: quando novo também fiz muitas asneiras envolvendo álcool e tabaco. Para um dia perceber que nem um nem outro me tornavam uma pessoa melhor. Nada mesmo! E deixei de beber alarvemente e fumar!

Curioso é que muuuuuuitos anos mais tarde em conversa com um amigo, este dizia-me: podemos e devemos errar, mas desde que percebamos que aquele não será o caminho a seguir! Verdade!

O problema é quando alguém não consegue fugir aos vícios adquiridos, quase sempre em novo! Tabaco, álcool, drogas são três exemplos, mas infelizmente sabemos de muitos mais.

Nunca fui alcoólico muito longe disso, todavia em novo e com dinheiro no bolso muitas vezes abusava. No entanto trabalhei com muitos e em todos notei uma anormal tendência para a asneira, sem disso terem, muitas vezes, consciência.

Já se sabe que as bebidas com álcool têm a tendência a desinibir os seus legítimos proprietários. E quanto mais se bebe mais se solta a língua e o espírito.

O pior disto tudo é que os casos são cada vez mais frequentes, nomeadamente nas aldeias onde há sempre muito álcool, muito tabaco e muita conversa para dirimir.

2 comentários:

  1. Que bela viagem no tempo, José. Ler sobre a 4L trouxe-me logo à memória o meu pai e a carrinha 4L que ele tinha. Quantas vezes andei ali, literalmente "pendurado" na traseira, a sentir o mundo a passar devagar. Grande máquina e que nostalgia boa! É curioso como estes carros colam tanto às nossas memórias de infância, transportando uma leveza que, às vezes, a vida adulta e os seus labirintos (esses de que falas, e bem) acabam por ensombrar. Um abraço!

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    1. E onde estará essa preciosidade?
      Há quem tenha dinheiro para comprar carros italianos e vermelhos. Mesmo que tivesse muito dinheiro preferiria comprar um carro francês e de cor branca ou creme!
      Gostos!😂😂😂😂😂
      Mas espero não morrer sem adquirir uma carrinha dessas. Chamavam-lhe o jipe dos pobres!👏👏👏👏👏
      Forte abraço.

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