sexta-feira, 27 de março de 2026

Preocupação anormal!

Nunca fui militar. Não cumpri o SMO não por ser objector de consciência, mas porque a miopia que sofro desde pequeno o não permitia.

O mais próximo que estive da vida militar foi ser escuteiro! Acampei, dormi ao relento, fiz provas nocturnas, mas sempre em prol de uma boa acção por dia, tal era a filosofia da altura e creio ainda ser, no Corpo Nacional de Escutas.

Abri o postal de hoje com este breve preâmbulo porque vivemos tempos de guerra. Eu sei que está longe do centro da Europa, todavia qualquer louco poderá carregá-la num ápice para este lado do velho Continente.

Não assisto com fervor a telejornais nem noticiários porque a maioria deles são altamente tendenciosos. Uns a favor outros contra, não importa. Assim sendo deixo-os perorar do cima das suas cátedras e depois é vê-los cair que nem pássaros atingidos por chumbo de "flobér".

Pelo que tenho percebido cada canal televisivo apresenta o seu especialista militar que vai, provavelmente, debitar ideias, opiniões, previsões sobre os diversos conflitos. Até há umas semanas era sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia, para no segundo seguinte passarem para o conflito que envolve diversos territórios árabes, Israel e os Estados Unidos.

Como já disse acima não perco tempo a escutá-los, pois basta ler a legenda: Coronel Manuel dos Pêssegos especialista em estratégia Militar ou então o Major João das Broas, especializado em manobras secretas ou etc, etc, etc.

Tanta gente a debitar estratégias quando no terreno um tonto chamado Trump ordena precisamente o inverso. E claro ninguém destes doutos personagens perceberão o porquê...

Por fim noto que o Mundo tem cada vez mais gente tonta, maluca, sem coração a chegar ao poder. E isso preocupa-me! E muito.


quinta-feira, 26 de março de 2026

Uma história vidrada! E cara!

Toda a vida usei óculos. Comecei cedo aos seis anos de idade quando a professora perceber que escrevia algo no quadro e eu escrevia outra coisa no caderno.

Portanto sempre fui um altíssimo míope. Ora há seis décadas ter óculos era uma coisa estranha e invulgar  especialmente num miúdo. À conta disso fui sempre brindado com epítetos alusivos. Desde o célebre "caixa de óculos" até ao não menos conhecido "vidrinhos" chamaram-me de tudo. Habituei-me, pois não podia fazer outra coisa.

Tenho a certeza que neste conjunto de seis dezenas de anos devo ter comprado centenas de óculos, até porque na escola, especialmente no secundário, entrava muitas vezes numa brincadeira bruta que acabava, quase sempre, com os óculos em mau estado.

Só que as voltas do planeta Terra são muitas e hoje tenho uns óculos pequenos e quase nem se percebe a grossura das lentes. Obviamente de vidro pois não se riscam tanto mas têm um tratamento anti reflexo que não é grande coisa.

As minhas lentes desta vez são tão grossas que vieram directamente da Zeiss (passe a publicidade!) na Alemanha. Porém sabendo isso e tendo a em conta os conflitos que dia a dia se alastram a mais países temi que a coisa até nem chegasse.

Mas chegou e agora tenho uns óculos pequenos, pequenos onde nem se percebe a grossura da lente. Só que há algo que me custa entender ne que se prende com o preço de armações e lentes. Tudo ficou-me em perto de setecentos euros. O valor de muuuuuuuuuuuuuitas reformas lusas.

Reconheço que sou um privilegiado por ter capacidade financeira para comprar um conjunto de lentes e armações novas. Mas quantos portugueses provavelmente ficariam com os óculos antigos por não ter dinheiro para pagar um valor como este?

E este conjunto nem foi dos mais caros que comprei. Os anteriores, por exemplo, custaram três vezes mais do que estes. Há cinco anos!

quarta-feira, 25 de março de 2026

Tempos difíceis!

A vida ensinou-me a ter um cuidado redobrado com as contas. Todavia nem sempre fui assim e durante alguns anos fui adepto daquela expressão "gastar vamos!"

Anos mais tarde vieram as responsabilidades e eu toca a cortar nas despesas, para que o dinheiro chegasse a tempo de chegar o outro.

Hoje assumo que não tenho vícios de qualquer espécie e não gasto um tostão comigo.

Mas atenção não sou um homem rico nem gostaria de o ser. Porque o dinheiro não é por si só sinónimo de felicidade.

Um destes dias vi alguém que conheço bem comprar umas raspadinhas e quando pude perguntei-lhe:

- Então saiu-te alguma coisa?

A resposta veio célere e aborrecida:

- Não! E a ti?

- A mim nunca sairá pois não jogo...

Tentei por onde passei ensinar esta praxis, mas ou fosse culpa minha ou dos ouvintes, creio que nenhum seguiu o meu exemplo.

Aproximam-se tempos complexos, especialmente quem tem empréstimos bancários. Em breve as taxas irão subir, o que irá fazer encarecer por exemplo a prestação da casa.

Estarão as pessoas a preparar os seus futuros orçamentos caseiros para fazer face a novas taxas de juro? Provavelmente não, mas seria bom que cuidassem em fazer um pequeno pé-de-meia para as próximas eventualidades.

Cheira-me que virão tempos estranhos. E difíceis!


terça-feira, 24 de março de 2026

Irritações!

Nunca fui apreciador de Centros Comerciais. Sempre achei esta forma de comércio um logro. Mas a maioria das pessoas gostam de serem enganadas.
Como a mim o dinheiro custa a ganhar (no meu caso presente diria que custa mais a segurá-lo na carteira!!!) jamais me apanharão em Centros Comerciais às compras.

Entre muitos que há na capital e arredores, um deles rouba à descarada. Pediram-me para ir buscar uma encomenda a uma loja já que estava na rua. Se bem que não me apetecesse calcorrear quilómetros dentro de um CC em busca da loja, lá fui. Ou como diria o "Ventoínha" da celebérrima dupla dos Parodiantes de Lisboa "Patilhas e Ventoínha": "contrariado mas vou!"

Entrei com o carro e logo percebi que o estacionamento seria pago. Mas para piorar a coisa não tinha Via Verde.

- Como é possível um estacionamento destes, numa altura destas, não ter acordo com a VV? - perguntei a mim mesmo.

Opções económicas certamente, digo eu agora.

Mas de uma coisa estou certo: se este era já um local que eu raramente visitava, agora será muuuuuuuuito menos. Ainda por cima quando fora deste estacionamento há outro com VV e muito mais barato!

Pronto... hoje deu-me para aqui! Para as irritações na cidade!

segunda-feira, 23 de março de 2026

Hermann: a BD mais pobre!

Nunca fui de amores heróicos e muito menos em Banda Desenhada. Compreendo que alguns leitores (quase) compulsivos de BD olhassem para algumas figuras femininas e provavelmente masculinas como heróis próprios.

Já trabalhava quando tive conhecimento visível do desenho de Hermann Huppen, mais conhecido na nona arte, simplesmente como Hermann. Aquele traço era realmente muito diferente de Tintin, Astérix ou Lucky Luke. Também não se parecia com Black & Mortimore e muito menos com Michel Vaillant (BD que nunca foi do meu agrado, para falar a verdade!).

Quando finalmente abri a primeira página de "Red Dust", logo percebi que estava presente de um desenhador diferente. Nem melhor nem pior que outros... apenas diferente. Mas muuuuuuito nom!

Durante mais de 40 anos tentei comprar toda a colecção de "Comanche" e que se resumem a 15 livros sendo que apenas nos primeiros 10 albuns, é o traço do belga Hermann que impera. Nunca percebi porquê, mas nunca ousei a ler Jeremiah ou Bernard Prince figuras criadas também por Hermann Huppen. Uma falha que irei brevemente colmatar.

Hermann morreu ontem no hospital aos 87 anos. Deixa uma vasta obra (cerca de 120 livros) e uma marca na BD que não deixa nenhum dos apreciadores da nona arte indiferentes.