terça-feira, 6 de outubro de 2026

As "coisas"!

O português comum com ou sem iliteracia linguística tem por costume, hábito, mania chamem-lhe o que quiser, usar no seu diálogo corrente a palavra “coisa” p.e.: aquela coisa que me deste…; já viste aquela coisa ali…, etc.) e mais raramente “coiso”, esta última quase sempre relacionado a actividade de cariz quase sexual, (p.e.: ele pegou nela e ali mesmo… coiso; e ela coiso com ele…, etc.)

Adiante…

Todos nós temos “coisas” na nossa vida: umas boas e fantásticas outras nem por isso! Umas palpáveis (p.e.: um relógio, aquela peça de ouro velho, um carro, um telemóvel, etc.), outras não sendo palpáveis no sentido literal são também coisas (p.e: ela anda com coisas com ele…; as coisas que ele me disse…, etc.)

Deste modo cada um de nós tem o direito de dar o valor que achar correcto a cada coisa que faz parte do seu mundo. Mesmo que alguns destas estejam fora de qualquer realidade financeira. Porque todos temos coisas que valerão muito pouco porque são corriqueiras, mas tomando em consideração quem deu, ou como foram adquiridas, o valor tem uma normal tendência para subir de valor!

Ora bem, um destes dias recebi na minha caixa de correio este livro, oriundo de uma escritora à qual tenho o privilégio de chamar minha amiga. Um livro fantástico e ainda não terminado de ler, pois, aquele quer-se lido com serenidade  que ele exige.

Como não há uma sem duas hoje recebi hoje outro livro, também ele de poesia e, coincidentemente, também de uma boa amiga. Com uma fantástica dedicatória a este pobre de cristo. Um livro que apenas folheei com muito agrado e, porque não dizê-lo, com muita alegria.


Portanto duas coisas (ou livros) com valor fiduciário definido, mas para mim sem qualquer valor já que não será meu desejo vendê-los no próximo século e meio. Após este tempo logo se verá.

Como não há duas sem três eis que chegou a casa os meus exemplares da… Pendura. Uma revista em formato de livro e que cabe em qualquer lugar da nossa vida. Até no nosso espírito.

Resumindo: três coisas belas, pesadas e, acima de tudo, de um valor incalculável.

As coisas importantes na vida são assim!

Anormalmente simples.

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