quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Campanha da azeitona (versão 2026) . 1ª temporada - dias 6 e 7

 Nestes dias nada diferiu dos anteriores: azeitona, azeitona e mais azeitona.

Nesta campanha os dias raramente mudam: erguer cedo, pequeno almoço, carregar carrinha e caminho do olival. Bem contados os meus dias de trabalham rondam as 12 horas e já não estou a contar com o tempo de ida ao lagar entregar azeitona ou recolher o azeite já feito.

No postal anterior publiquei uma foto do Sol a nascer. Agora segue uma do mesmo Sol a por-se.


 

Finalmente ontem fui ao lagar (mais uma vez) deixar azeitona. Foram 600 quilos que aguardam a sua vez para se transformarem em azeite. A ver como corre ou escorre.
Entretanto já trouxe mais 62 litros, que provei hoje numa pescada cozida.

Simplesmente fantástico.


terça-feira, 13 de outubro de 2026

Campanha da azeitona (versão 2026) . 1ª temporada - dia 5

 Cada dia parece mais penoso que o anterior. Ainda assim chegamos ao olival bem cedo ou melhor ainda a tempo de ver o Sol nascer por detrás da serra.

~

O dia correu como previsto: muita azeitona penduradas nas oliveiras, muitas árvores para correr e um calor de ananases terrível. Quando não estava a varejar uma oliveira andava a carregar baldes negros de 50 litros cheinhos de azeitona que ia descarregando na caixa da minha carrinha.

Ao meio dia vim a casa almoçar e os taipais já fechavam para a colheita da manhã.


 

Para a tarde ser nova corrida com mais azeitona. que acabou opor ficar no olival a aguardar vez para ser limpa e escolhida. Hoje carreguei 15 sacos... 

Amanhã... ainda está para vir!
O tempo principia a escassear.




segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Campanha da azeitona (versão 2026) . 1ª temporada - dia 4

Este era, por assim dizer, o dia máximo da campanha deste ano. Acima de tudo por se ter consciência da quantidade de azeitona que teriam as oliveiras.

A realidade confirmou-nos essa ideia de hoje ser um dia importante.

Por exemplo a terceira oliveira que se colheu estava assim

 
e deu-nos muito trabalho a colher, mas valeu a pena porque contabilizaram-se alguns sacos só desta árvore. Durante todo o santo dia de calor e vento as máquinas varejadoras apenas pararam para o nosso almoço.

Esta oliveira lentrisca

demorou "apenas" uma hora a ser colhida por dois homens. Mas valeu a pena já que nos brindou com uns meros sete sacos. Ao lado há outra igual que nos deu mais ou menos o mesmo.

Sem ser vaidoso (longe disso!) posso afirmar que entreguei este fim de tarde início de noite no lagar uma nova carrada de azeitona, colhida toda hoje.

Mais de quatrocentos quilos de azeitona apanhada num só dia somente por três alminhas, cuja idade do mais novo é de 65 anos (que não sou eu!).

Outro breve pormenor... só se colheram dez oliveira. Pudera com a carga que tinham... não houve tempo para mais.

Remato com o resultado das duas entregas anteriores: a de 577 quilos deu-me 86 litros e a segunda de 513 deu 62 litros de azeite.

Finalmente estes azeitoneiros estão derreados e desertinhos que esta demanda acabe..

domingo, 11 de outubro de 2026

Campanha da azeitona (versão 2026) . 1ª temporada - dia 3

Como diria o meu avô paterno: em tempo de azeitona é no olival que o pessoal espera que o dia nasce. Não querendo fugir a esta ancestral ideia eram sete e pouco quando chegámos à fazenda. Um cão ladrou, provavelmente não no conhece e umas rolas turcas pisavam nas paredes de pedra.

O dia cordou meio com Sol meio ameaçador de chuva, que acabou por acontecer

º

sábado, 10 de outubro de 2026

Campanha da azeitona (versão 2026) . 1ª temporada - dia 2

 Ainda o Astro-Rei não havia nascido e já estava no olival.


Para seguir um dia duro mais por culpa de um terreno pedregoso e difícil.


 
 
A que seguiu um calor horrível que me deixou quase prostrado. O fim da tarde trouxe uma brisa e pelas seis acabou-se o olival por hoje e no início da noite eis-me no lagar.


A balança apontou 577 quilos. Terça feira já terei novidades quanto à quantidade de azeite.

Aguardemos confiantes.

 


sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Campanha da azeitona (versão 2026) . 1ª temporada

 Dei hoje pontapé de saída da campanha da azeitona 2026. Principiei na aldeia cravada no Parque Natural Serra e Aires e Candeeiros e onde resido o pai António e a mãe Violeta. Ele que fez ontem "apenas" 94 anos com uma caga semanal de três tratamentos de hemodiálise e a minha antecessora com 88 e já meia demente.

Bom dito isto cheguei ontem e mesmo sendo noite carreguei a carrinha de material, para hoje acordar cedo e assim que amanheceu lá fomos estender panos.

Ao meio dia tinham apanhado apenas isto,

 
porém ao fim do dia contaram-se 15 sacos de azeitona já escolhida, ensaca e pronta para ir até ao lagar.
Esta campanha principiou sob um calor de ananazes e um ventinho pouco ou nada simpático. Amanhã regressa-se a mais uma bravata.
A ver como corre.

terça-feira, 6 de outubro de 2026

As "coisas"!

O português comum com ou sem iliteracia linguística tem por costume, hábito, mania chamem-lhe o que quiser, usar no seu diálogo corrente a palavra “coisa” p.e.: aquela coisa que me deste…; já viste aquela coisa ali…, etc.) e mais raramente “coiso”, esta última quase sempre relacionado a actividade de cariz quase sexual, (p.e.: ele pegou nela e ali mesmo… coiso; e ela coiso com ele…, etc.)

Adiante…

Todos nós temos “coisas” na nossa vida: umas boas e fantásticas outras nem por isso! Umas palpáveis (p.e.: um relógio, aquela peça de ouro velho, um carro, um telemóvel, etc.), outras não sendo palpáveis no sentido literal são também coisas (p.e: ela anda com coisas com ele…; as coisas que ele me disse…, etc.)

Deste modo cada um de nós tem o direito de dar o valor que achar correcto a cada coisa que faz parte do seu mundo. Mesmo que alguns destas estejam fora de qualquer realidade financeira. Porque todos temos coisas que valerão muito pouco porque são corriqueiras, mas tomando em consideração quem deu, ou como foram adquiridas, o valor tem uma normal tendência para subir de valor!

Ora bem, um destes dias recebi na minha caixa de correio este livro, oriundo de uma escritora à qual tenho o privilégio de chamar minha amiga. Um livro fantástico e ainda não terminado de ler, pois, aquele quer-se lido com serenidade  que ele exige.

Como não há uma sem duas hoje recebi hoje outro livro, também ele de poesia e, coincidentemente, também de uma boa amiga. Com uma fantástica dedicatória a este pobre de cristo. Um livro que apenas folheei com muito agrado e, porque não dizê-lo, com muita alegria.


Portanto duas coisas (ou livros) com valor fiduciário definido, mas para mim sem qualquer valor já que não será meu desejo vendê-los no próximo século e meio. Após este tempo logo se verá.

Como não há duas sem três eis que chegou a casa os meus exemplares da… Pendura. Uma revista em formato de livro e que cabe em qualquer lugar da nossa vida. Até no nosso espírito.

Resumindo: três coisas belas, pesadas e, acima de tudo, de um valor incalculável.

As coisas importantes na vida são assim!

Anormalmente simples.

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

'Bora lá?

Neste postal datado do início do mês de Setembro preparei os meus amigos leitores para a aventura de um novo desafio. Não, não era um daqueles desafios de escrita que noutra plataforma tanta gozo me deu a escrever e a ler, mas tão-somente o lançamento de uma nova revista, literalmente de bolso, com textos em forma de crónica, alguns muuuuuuuuito bons.

A revista chama-se Pendura tem o número 1 e já está à venda. Aqui.

 

Sou um dos autores, quiçá o menos qualitativo de todos os que ali escreveram os seus belos nacos de prosa, todavia esta constatação já não me preocupa nem me tira o sono.

Até porque fui convidado a colaborar e como tal, quem me lançou o convite conhece bem a minha (in)capacidade de escrita.

Este é o primeiro número de mui perto de 100 páginas, mas gostaríamos de ter um segundo número (da minha parte já ando a escrever). Só que para a coisa poder andar necessita-se que este primeiro número tenha algum sucesso.

Porém tudo depende da vontade dos meus amigos leitores, não é?

'Bora lá então ajudar este e outros meninos?

Nós ficaríamos muitos gratos!